Há pouco comentava sobre a necessidade de Estados financiarem a pesquisa sobre a decomposição dos RSU´s, especialmente os plásticos, pois aí repousa o desafio tecnológico 1 que inevitavelmente terá de contar com a contribuição de micro-organismos; assim como nós 2 na nossa bio-constituição.
Daí tenho que migrar para outra esfera, onde o tema da necessidade de financiamento pelo Estado, se opõe a peroração neoliberal que desconhece os sucessos das economias capitalistas, onde casos de sucesso foram antecedidos por forte financiamento estatal; basta ver o Vale do Silício nos Estados Unidos e as encomendas governamentais na área militar e aeroespacial nos EUA e em toda Europa. China nem vale mencionar; essa nunca aceitou pisar na ratoeira do Consenso de Washington.
Mas já saltando para esfera da política econômica, hoje não poderia deixar de dizer o que me incomoda após o alarido na imprensa após a “tarifação do Trump” que diz que o “mercado vai despencar”. Vamos ao que me incomoda:
1. O “mercado” não é o mesmo que apoiou a eleição de Trump?
2. Trump não é senão uma criação do mercado e do jogo?
3. Por que ele iria “tocar fogo no barraco”?
4. Quando a imprensa fala em reeditar a crise de 2008, pergunto se a China naquela época já teria construído a estratosférica reserva “em dólares”.
5. Será essa a intenção de Trump? Queimar o superavit chinês?
6. Se o Estado Americano em 2008 salvou GM, Ford, Citi dentre vários, por que a China agora não faria o mesmo?
7. Por que eu iria agora esquecer a 500 crianças que foram ontem brutalmente assassinadas pelos donos do “mercado”? Ou o sionismo é o que?
Não sei mesmo responder nenhuma destas perguntas, mas não tenho a menor preocupação com o “mercado”, principalmente aqui no meu país, que pratica uma extorsão que resulta em milhares de crianças dependendo de favor na fila da matrícula da escola; escola sem acesso aos progressos das tecnologias, mas que cedem espaço para reuniões de pastores evangélicos politiqueiros que se esforçam para engrossar as fileiras dos que ainda acreditam “no mercado” e “na anistia para os injustiçados”.
E o “mercado” da Faria Lima? Ah…prefiro não responder, ou responder com o dito latino:
"Bonis nocet, qui malis parcit." (Ofende os bons, quem poupa os maus)
1https://www.xataka.com.br/diversos/ha-decadas-pensamos-que-reciclar-plasticos-valia-alguma-coisa-talvez-estivessemos-errados
2Ver “10% Humano” , de Alanna Collen, onde mostra a constituição biológica humana, que somente possui 10% das células, quando 90% são micro-organismos.
O mercado não tem alma.
ResponderExcluirO mercado é feito de gente...gente que parece ter alma....Ou não a tem, ou finge ter? Nietzsche aconselhava não ter esperança, para não ter tormento mas espero estoicamente que um dia essa gente (?) venha ter.
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