sexta-feira, 4 de abril de 2025

Quem sabe?

Dá série "Lixo e luxo"

A partir da percepção da oportunidade de investimento no tratamento dos RSU´s, se desenvolveu a ideia de que tais investimos, especialmente aqueles que se referem ao processo de degradação biológica, têm na mutação gênica de micro-organismos (bactérias, fungos, arqueas, protozoários e até vírus) uma promessa de maior rendimento trófico, energético e, por consequência, econômico.

A missão de recuperação do desenvolvimento industrial atualmente aplicada pelo governo brasileiro (MDICS, Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comercio e Serviços), através da ativação de Cadeias Produtivas, dentre um conjunto de missões1 que detém maior poder de aceleração e viabilidade, terá de estar também dirigida ao problema que sintetizaremos “RSU”, problema brasileiro, planetário e, ainda que não percebamos, urgente, e que exige ação do Estado.

Para todas as missões estipuladas, o desenvolvimento terá aceleração se contar com as novas formas de gestão e de tecnologia aplicada2. Diante desta constatação e da notória dificuldade inerente a solução biológica já comentada nos blogs anteriores, fica a questão: O Estado Brasileiro terá estabelecido o problema de tratamento RSU´s como um problema urgente e que ensejaria o financiamento de desta linha de pesquisa específica? E se afirmativo, haveria o interesse de alguma empresa com espírito empreendedor a esta altura, que justificasse a iniciativa do BNDES?

O envolvimento das entidades do Estado Brasileiro que tratam do RSU´s e suas implicações na política ainda tem que ultrapassar estágios de organização e formalização profissional, institucionalização das relações das empresas, das PPP´s desde a área de saneamento básico, fornecimento de água até o aproveitamento final destes RSU´s. Entretanto a pesquisa básica é que tem que “sair na frente”, pois ela guiará a politica e a economia na direção do aproveitamento de oportunidades, vide o caso do “plástico a partir do bagaço de cana”, ou da “super-cana”. Quem sabe?

1   Missão 1: Agricultura de precisão (drones e sensores); Máquinas agrícolas e suas partes e componentes; Fertilizantes e biofertilizantes; Têxtil.

Missão 2: Medicamentos e Princípios Ativos biológicos; Vacinas, hemoderivados, terapias avançadas; Dispositivos Médicos (equipamentos   médicos). 

Missão 3: Sistemas de propulsão; Baterias elétricas; Metroferroviários e suas peças, partes e componentes.

Missão 4: Semicondutores; Robôs industriais; Produtos e serviços digitais avançados (Plataformas digitais e computação em nuvem; Audiovisual). 

Missão 5: Novas fontes de energia (Hidrogênio, diesel verde e SAF); Equipamentos de energia verde (painéis solares e aerogeradores); Descarbonização da indústria de base (cimento, aço e química verdes).

Missão 6: Veículos lançadores; Radares; Satélites 

2    O Prof. Uallace Moreira do MDICS, já explicitou em manifestação na internet a ideia de aceleração a partir de tecnologias emergentes 3G, 4G, 5G ( terceira, quarta e quinta geração ) visto que repetir aquelas de geração anterior, não permitiria alcançar o estado-da-arte.

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