Hoje pela manhã me deparei com um pensamento, que aliás sempre me vem a mente, quando recolho o lixo doméstico; função a que estou obrigado por não ter ninguém que me substitua. Mas que também me obriga a pensar no problema planetário da eliminação do plástico, do aquecimento global, et pour cause da tecnologia.
Quanto ao primeiro item da preocupação, os plásticos, presentes em quase todas as embalagens, terá de haver um esforço de pesquisa, de financiamento desta, para substituição total no planeta por produto plástico semelhante que seja biodegradável. Caso contrário estaremos aumentando de tamanho a "ilha" de lixo que existe no Oceano Pacífico, tão grande que é visível do espaço.
Antigamente no Brasil existia uma frase que dizia: "ou o Brasil acaba com a saúva, ou a saúva acaba com o Brasil". Faço uma "boutade": "Ou o mundo acaba com os plásticos, ou os plásticos acabam com o mundo". Não é mais possível tolerar a forma como as cidades, ou os povos urbanos, se relacionam com o lixo plástico. Vejo-me obrigado, todo dia, a redimensionar, dividir, quebrar, fracionar as embalagens para que o volume diminua e consequentemente seja mais manipulável e transportável pelo serviço de coleta municipalizado. Mas isso não basta, visto que o crescimento da quantidade descartada cresce exponencialmente. Fui buscar na COMLURB, empresa municipal de alto nível de desempenho funcional e gerencial de limpeza urbana da cidade do Rio de Janeiro, cuja população, diga-se passagem não prima muito pelo cuidado no descarte e na manipulação do lixo doméstico, o aprofundamento deste tema: coleta e tratamento de lixo. A quantidade de serviços desta empresa pública é imensa, mas lhe falta a capacidade, como a todas as demais das grandes cidades mundo afora, da suficiente transformação do lixo urbano em matéria reaproveitável. Causa maior em todos os casos, inclusive mundo afora, o plástico.
Assisti outro dia uma entrevista do conhecido empresário Eike Batista, que está investindo na produção da super-cana, com o objetivo, dentre outros, de vir a produzir o plástico a partir do bagaço de cana; o que aliás já vom sendo desenvolvido no Instituto de Química da Universidade de São Carlos da USP.
O que chamo atenção é para o fato que tal pesquisa e seu objetivo, apenas tangencia o que chamamos de "aquecimento global", pois este tem origens, segundo minha humilde opinião, em fatores planetários absolutamente alheios e independentes da atividade humana. Trago aqui este tema pois, repito, na minha opinião tal aquecimento advém de ciclos geofísicos ainda não percebidos ou quantificados pela ciência e que se relacionam com a energia solar; aproximação e inclinação do eixo da Terra, influência de outras massas planetárias, etc... Basta ver que a quantidade de energia solar que chega a Terra: 174 petawatts hora (PWh) ou 174 acompanhado de 15 zeros Watts. Ou seja, a humanide e suas atividades tróficas, considerando desde a era quando descobriu o fogo até hoje, não chega a este número. O aquecimento advem de um ciclo idêntico aos que geraram as glaciações. Mas nem por isso podemos viver no meio do descartável, do lixo.
Aí é que a ciência tem a sua importante missão: transformar o descartável em matéria útil. Tenho a impressão que tal missão será assumida por dois meios, um químico direto e um biológico. Quanto ao primeiro, através de técnica heurística, encontrar-se-á um processo que irá por sua vez, exigir a minimização de descarte. Quanto ao segundo, através de produção de microorganismo com componentes com DNA e RNA artificiais, irá então se alcançar uma minização do descarte. Em ambos o uso da AI irá acelerar um resultado satisfatório. Quanto ao primeiro o processo, heuristico principalmente, será orientado por eleição de roteiros. Quanto ao segundo, muito mais complexo, será exigida a construção de moléculas artificiais de DNA/RNA de indivíduos eucariontes cujo problema da construção 3D tridimensional irá exigir a combinação de técnicas heurísticas, experimentais, e computacionais. A precisão da estrutura 3D será essencial para entender a função biológica do RNA. Acho que tal desafio exigirá o concurso de compuação quântica juntamente a aplicação de AI dado ao altíssimo grau de complexidade.
Cabe a pergunta então: - Até lá, o que fazer? "Até lá" significa a transformação completa do plástico químico em elemento biológico. Portanto até lá teremos que produzir plásticos biodegradáveis em escala crescente. O remanescente dos plásticos químicos será objeto de degradação física e servirão de teste para o processo completo de degradação biológica.
Outra pergunta que permanece é: E a evolução social necessária para o descarte do lixo, principalmente o doméstico, já que o industrial sempre haverá o recurso coercitivo? Educação e Propaganda de forma contínua seria a resposta.
A COMLURB faz parte desta resposta, pois já possui capacidade gerencial e operacional para tanto. Deveria ter até uma linha de pesquisa especializada; ou própria ou consorciada com um Instituto de Pesquisa ( UERJ, COMPERJ, etc...por exemplo ) Basta ter uma receita compatível com o tamanho deste problema, o lixo, o que seria um luxo.
Nenhum comentário:
Postar um comentário