segunda-feira, 12 de janeiro de 2026

Lixo e petróleo

 Ontem assisti um bem elaborado vídeo promocional da ORIZON. Interessado no assunto e dando prosseguimento ao blog “Lixo e Luxo” de 01/04/25 (https://www.youtube.com/watch?v=mhYOSlM4io) busquei na página https://orizonvr.com.br/ da empresa ver a evolução desta nestes últimos anos e dar saúde e vida longa ao Sr. Pilão. E que ele sirva de exemplo para outros empreendedores. Com ele o lixo virou um luxo.

Afora a divulgação deste bem sucedido e luxuoso empreendimento no lixo, há algumas questões que não poderia passar despercebidas; e uma delas é a relação do Brasil com os Estados Unidos após o episódio do sequestro do presidente Maduro que, no meu modo de ver “caiu de maduro” mesmo. Justifico o meu ponto de vista pela facilidade que os militares do EUA tiveram em desligar a defesa antiaérea venezuelana. Por mais que queiram negar, contraponho cinquenta milhões de dólares oferecidos pela captura do presidente; além do fato que Maduro não se configurava como um herdeiro de fato do Chavismo. Se aproximava, para ser mais condescendente. O quero então realçar são as três questões derivam deste fato rumoroso e emblemático:

1- A secura americana por petróleo.

2- A utilização do petróleo como salvaguarda dos petrodólares.

3- O enfrentamento a China no hemisfério ocidental; na América Latica propriamente, já que o binômio União Europeia / OTAN deixou de ser um contraponto a Rússia que, acabou utilizando as sanções como impulsionador de suas indústrias.

Senão vejamos 1: A secura americana por petróleo

A sociedade que praticamente fundou o automobilismo, relaxou na construção de ferrovias, ou pelo conforto e pela mobilidade propiciada pelo automóvel, ou por “influência” dos capitais empatados tanto na exploração do petróleo quanto na construção das autoestradas. A expansão acelerada do automobilismo a partir da década de 30 realmente fez negligenciar a utilização da ferrovia; tanto que a maioria faliu nos anos pós guerra WWII. Realmente o automobilismo tem um peso fundamental; se considerarmos então o transporte aéreo aí é que a secura exponencia. Mesmo esta abordagem superficial revela a não existência de transporte ferroviário subsidiado tanto para carga quanto para passageiros; o que não ocorreu nas economias do Japão e Europa pós-guerra WWII. Os EUA, muito mais que o resto do mundo, ficou refém do petróleo.

2- A utilização do petróleo como salvaguarda dos petrodólares.

Não cabe aqui aprofundamento da análise da gênese da crise do petróleo de 1973, mas como síntese do aprendizado adquirido podemos ver a adequação da política externa americana às relações com a Arábia Saudita e demais países produtores do Golfo (Arábia SauditaIraqueIrãKuwaitCatar e Emirados Árabes Unidos). A política externa em relação a estes países, que era monolítica, passou a ser modulada segundo os interesses israelenses combinados com a oferta de petróleo e as mesmas relações com a OPEP. Ou seja, como os EUA iriam tirar partido da aproximação com a Arábia Saudita, Catar e Emirados e, ao mesmo tempo, satisfazer as exigências israelenses; exigências estas que também interferiam no mercado financeiro interno; isto é, os banqueiros. Hoje é absolutamente visível aquela relação, inclusive quando os EUA jogam sua reputação no lixo pressionados pelos compromissos assumidos naquela época. Os petrodólares são a essência daqueles compromissos.

3- O enfrentamento a China no hemisfério ocidental; na América Latica propriamente, já que o binômio União Europeia / OTAN deixou de ser um contraponto a Rússia que, acabou utilizando as sanções como impulsionador de suas indústrias.

A manobra “Maduro kidnapping”, a meu juízo, não tem os desdobramentos que têm sido propaladas na mídia mainstream; Trump não consultou previamente as petroleiras para saber o passo seguinte. Aí está a prova que o ceo da Exxon não sabia quão desastrada era, do ponto de vista profissional, técnico e econômico. Tal manobra tem o condão de manter a bolha dos governos de direita da América Latina e com isso afastá-la comercialmente da China. Acho que Trump, Rúbio e demais confiam demais nos governantes deste campo da direita, afinal eles são de direita. Será que não conhecem a lenda do escorpião e do sapo para cruzar o rio? 

Nem Trump aprendeu com o primeiro mandato, nem Rúbio tem o mínimo verniz diplomático. Ambos estão se metendo a fogueteiros e acabam apenas cumprindo o protocolo neocon. Do episódio “Maduro kidnapping” até o controle absoluto de governos latino-americanos, há um caminho um pouco diferente do que propala a mídia mainstream. Este caminho passa pelo comércio, pelo auxílio financeiro e pelo investimento direto. A China aprendeu o caminho com o tempo e praticou, praticou, praticou.

Não desejo aqui aprofundar o assunto petróleo combustível, pois já é por si só complexo demais no seu destino combustível. Quero sim realçar a vertente petróleo-plásticos, embalagens “pet” e demais poluidores do planeta. Aqui tem riqueza também. Que o diga o Sr. Pilão da ORIZON.


sexta-feira, 2 de janeiro de 2026

Daquele jeito

 Hoje, o primeiro dia útil de 2026, parece domingo, como se domingo não fosse útil, que não servisse para lembrar daqueles a quem tanto devemos.

Sim hoje 2/01/2026 uma sexta-feira como tantas, cheias de esperanças e tantas trapalhadas políticas, tantas correções de rumo, e também de tantas ameaças a nossa soberania, aqui estamos nós brasileiros. Brasileiros de profissão, profissão de fé, ainda que muitos a tenham perdido, aqui estamos, fazendo justiça, e de pé, após tantos ataques, regressos e desesperanças, comemorando a sobrevivência, após tantas ignomínias e covardias. Mas com fé.

Mas, também hoje...como não estou imune, quero dizer que também tenho aquela parcela do “por não estarmos melhor”, melhor em vários sentidos, tanto pessoal quanto socialmente.

Por isso quero agradecer a todos que até aqui, durante estes oitenta e um anos, quem diria, me carregaram na carruagem dourada de sua paciência, na santa tolerância de suas sabedorias, e impulsionaram a minha existência, até para suportar a dor mais imensa e inesquecível da perda; aliás, como são todas perdas, umas mais suaves ou doloridas que outras.

Entro neste ano de 2026, lamentando não poder abraçar todos aqueles que mencionei acima, quero dizer, um pouco diferente de como dizia Vinícius e Toquinho:

Hoje chego aos oitenta, quem diria
Com alegria até sem razão de ser
Na esperança que os lares

de todos meus pares como você

apesar dos pesares
Me tragam você

E num abraço apertado,

De esperança lotado

Do fundo do peito

Como é do meu jeito

Agradeço a você


Um feliz 2026, do jeito que o povo gosta.




sábado, 20 de dezembro de 2025

Gaia

 Vejo em recente publicação (https://www.blogger.com/blog/post/edit/7714812914870144096/3643943140453545578) a notícia do desenvolvimento na Coreia do Sul, a geração de chips quânticos baseado em camada 2D de substrato de dissulfeto de molibdênio (MoS2) no lugar do Silício, com espessura de um átomo. Se combinarmos a matéria do blog anterior, onde comento as novas técnicas de produção de chips, que se estende desde a permanência comercial das versões pré-nano até a versão 3D e a substituição de corrente elétrica por feixe de luz, com esta última, podemos inferir a proximidade de um salto tecnológico equivalente à aquela experimentada quando se saltou do transistor para os processadores Intel 8080, passando pelo 4040 que dá início a era da miniaturização dos “chips”. As vantagens trazidas pela aplicação desta tecnologia micr-chip são tão grandes que nem dá para aqui se aquilatar, basta ver o tamanho e a potência dos smart-phones que estamos usando.

Com isso percebemos a proximidade do novo patamar tecnológico que advirá.

Podemos antever que a utilização de dissulfeto de molibdênio (MoS2) irá expandir uma demanda de molibdênio que se obtém desde a mineração do cobre, este já escasseando suas jazidas, ou melhor, diminuindo o teor de cobre das jazidas atuais, e com isto imporá um custo inicial que justificará a manutenção, durante um bom tempo, do silício como substrato. Assim a opção por construções 3D terá uma vantagem, sobre esta anunciada 2D, que requer muito maior precisão com custo inicial bem maior; inclusive o custo ecológico. O maior deles o custo da água. Água que se gasta enormemente no processo de produção dos “waffles”.

Temos que lembrar ainda que mesmo o silício, que é abundante na crosta terrestre, teve demanda predatória nos séculos IXX e XX, (tanto para construção civil quanto para produção de garrafas), destruindo praias fluviais, principalmente no continente europeu e também contaminando a água. Os principais rios da Europa tiveram problemas de destruição de margens e alta turbidez. Esta componente ecológica hoje tem notória importância, tanto do ponto de vista de custo, quanto do ponto de vista social.

Esta componente social, ou melhor, política e social, tem no presente uma importância diferenciada já que, junto com a expansão das capacidades humanas mímicas da tecnologia, se abre neste século uma janela de oportunidade com o advento do movimento ecológico e do multilateralismo, ainda que tendo de vencer a “natureza guerreira e dominadora”, inerente a nossa memória límbica de homem caçador dominante sobre o coletor e que nos empurra para a guerra e a dominação; como que imitando o demiurgo. O refinamento de nossas capacidades criativas e dominadoras sobre a natureza tem neste século um ponto de inflexão, mas que continua a depender da mãe solo; tanto que lutamos e morremos por ela, Gaia; cheia de molibdênio, lítio, silício, prata, nióbio, urânio, titânio, cobre, ferro, ouro e ...água.


Geração de Chips Quânticos - Aleksandra Lima dos Santos, Publicado 15 de Dezembro, 2025

 “Camadas atômicas perfeitas abrem caminho para a próxima geração de chips quânticos”

Por Aleksandra Lima dos Santos, Publicado 15 de Dezembro, 2025

Geração de Chips Quânticos

© LuchschenF – Shutterstock

Pesquisadores conseguiram produzir, em escala industrial, um semicondutor com a espessura de um único átomo e praticamente livre de defeitos. O feito pode transformar a estabilidade dos chips quânticos e abrir um novo capítulo na eletrônica avançada, indo além da teoria e funcionando em dispositivos reais.


Durante décadas, o progresso da eletrônica esteve ligado à miniaturização dos componentes. Transistores cada vez menores permitiram chips mais rápidos, eficientes e baratos. No entanto, essa estratégia está chegando a um limite físico delicado. Quando os dispositivos atingem a escala atômica, imperfeições quase invisíveis passam a comprometer seriamente o desempenho. Em tecnologias como a computação quântica, esses defeitos podem ser simplesmente fatais.
É nesse contexto que o recente avanço de um grupo de pesquisadores da Coreia do Sul ganha relevância. Pela primeira vez, foi possível fabricar camadas atômicas de um semicondutor de forma contínua, praticamente sem falhas e em tamanho compatível com a produção industrial.


O material que pode mudar o jogo

O centro da descoberta é o dissulfeto de molibdênio, conhecido como MoS₂. Trata-se de um material bidimensional, com espessura equivalente a um único átomo — mais de cem vezes mais fino que um fio de cabelo humano.
Há anos o MoS₂ desperta interesse porque, diferentemente do grafeno, ele é um semicondutor “completo”: permite ligar e desligar a corrente elétrica de forma controlada, algo essencial para transistores. O problema sempre foi a fabricação. Produzir grandes áreas desse material, uniformes e sem defeitos estruturais, parecia inviável fora do laboratório.

Defeitos microscópicos, impactos gigantes

Em escala atômica, pequenas falhas fazem enorme diferença. No MoS₂, os defeitos costumam surgir nas fronteiras entre domínios cristalinos. Embora invisíveis a olho nu, essas imperfeições interrompem o movimento dos elétrons e destroem propriedades quânticas fundamentais.

Para chips quânticos, isso significa ruído, perda de coerência e erros de processamento. Eliminar esses defeitos exigia algo além de ajustes pontuais: era necessário controlar o posicionamento dos átomos durante o crescimento do material.

Crescimento guiado átomo por átomo

A solução veio do aprimoramento da chamada epitaxia de van der Waals, aplicada sobre um tipo especial de safira levemente inclinada, conhecida como substrato vicinal. Em nível atômico, essa superfície apresenta “degraus” naturais que funcionam como guias invisíveis.

Esses degraus orientam os átomos do MoS₂ durante o crescimento, forçando uma organização mais ordenada. Com controle preciso de temperatura, pressão e deposição, os pesquisadores conseguiram formar monocamadas contínuas, uniformes e praticamente perfeitas em áreas do tamanho de uma bolacha de silício.


Geração De Chips Quânticos1

© Shutterstock – Yurchanka Siarhei


Quando o material prova seu valor

A validação definitiva veio dos testes eletrônicos. As camadas produzidas exibiram transporte quântico coerente, com sinais de fenômenos como localização fraca e indícios iniciais do efeito Hall quântico. Isso indica que os elétrons conseguem se mover sem perder sua fase quântica — algo essencial para chips quânticos estáveis.
Além disso, o material apresentou alta mobilidade eletrônica. Para demonstrar viabilidade prática, os pesquisadores fabricaram matrizes completas de transistores, que funcionaram de forma eficiente à temperatura ambiente, próximos dos limites teóricos do material.

Por que isso importa para o futuro

A computação quântica exige materiais extremamente estáveis, e cada defeito é uma fonte potencial de erro. Um semicondutor bidimensional, livre de imperfeições e fabricável em larga escala, remove um dos maiores gargalos do setor.
Mais do que um avanço pontual, o método pode ser adaptado a outros materiais bidimensionais, ampliando seu impacto em sensores, memórias avançadas e eletrônica de baixo consumo. Não significa chips quânticos perfeitos amanhã, mas mostra que a fabricação atômica precisa já é uma realidade industrial — e não mais apenas uma promessa científica.

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quarta-feira, 17 de dezembro de 2025

Podemos mais

    Fiquei acompanhando os acontecimentos políticos desde as duas últimas semanas; nenhuma novidade. A direita, fantasiada de “centrão”, alcunha para os notórios, que os lusitanos chamam de fajardos, larápios do erário, através de um eufemismo denominado “emendas participativas” que tiram da boca dos brasileiros. Literalmente tiram da boca, minguando a merenda escolar, a comida dos hospitais públicos e até do rancho nos quartéis, como já o fizera FHC. Manobras parlamentares, as mais abjetas, na tentativa de salvar comparsas, discursos diversionistas...tudo para tirar a atenção da manobrável consciência popular, sabidamente sensível aos discursos da imprensa de aluguel. Afinal ano que vem teremos eleições e, quem sabe, esta direita incensada pelo capital especulativo (hoje especulativo é eufemismo mesmo, após a operação “Carbono oculto” pode-se chamar dinheiro sujo) consiga interromper o ciclo desenvolvimentista que experimentamos no presente. 
     Realmente minha atenção se concentrou nos temas que me expresso neste blog: a próxima evolução tecnológica na fabricação de chips e a urgente tecnologia de aproveitamento e “destruição criativa”, desculpe a analogia, dos plásticos. 
Quanto ao primeiro caso, as novas tecnologias de construção de chips, tenho observado já na internet, diversas notícias, vídeos, etc...referente aos recentes avanços na substituição da técnica de litofotografia 2D -EUV (litografia ultravioleta extrema), baseada em duas dimensões, por nova para a tecnologia 3D e substituição de transmissão elétrica de sinais por transmissão ótica, isto é, sem a limitação térmica inerente a elétrica. 
Além destas mencionadas temos notícia da reutilização das tecnologias anteriores capitaneadas pelas japonesas Canon e Nikon. Estas, baseadas na tecnologia DUV de impressão em substrato de silício (ainda) viabilizam economicamente as versões anteriores. Com esse passo, tanto a Canon quanto a Nikon dão base a um novo espectro de tecnologias de produção e de especificidades de aplicação, que viabilizam indústrias antes impensáveis de produção de eletrônicos. Recentemente a Huawey anuncia uma nova tecnologia que busca maximizar a aplicação neural com as plataformas "HarmonyOS + Kunpeng + Ascend" que oferece não apenas o hardware mas um ecossistema integrado: 
         Kunpeng: CPUs para servidores baseadas em ARM 
         Ascend: Chips de IA para data centers e edge computing 
         HarmonyOS: Sistema operacional que aproveita hardware especializado 

 As conclusões a que chego são, apesar de superficiais, absolutamente prováveis: 
    1. Em menos de cinco anos estaremos dispondo de uma gama de ofertas de tecnologias além das restrições da oferta EUV, liberando fornecedores de equipamentos de produção de chips além da ASML, hoje única utilizando EUV. Além dessas a utilização de datacenter´s utilizando transmissão ótica os liberariam das restrições de energia impostas pela geração térmica. 
    2. Oportunizariam a expansão das aplicações de chips analógicos, a exemplo da CEITEC, com isso minimizando custos e expandindo o espectro de aplicações. 

Quanto a segunda, a “destruição construtiva” dos plásticos, principalmente as garrafas PET, é notável a pesquisa na USP na busca e modificação de enzimas (chamadas PETases e MHETases) que conseguem "quebrar" as longas cadeias do PET em seus blocos fundamentais (ácido tereftálico - PTA - e etilenoglicol - EG), que podem ser reaproveitados, agregando valor com novos produtos, viabilizando indústrias e novos empregos. 

 Ou seja, sempre podemos mais, basta perder aquele complexo que Nelson Rodrigues bem o caracterizou e deu nome.

sábado, 6 de dezembro de 2025

Temos que dar o salto também.

 Pressentindo a aproximação de um novo salto "destrutivo", emulando  aqui a expressão shumpteriana da "destruição criativa", pesquisei sobre a manutenção das tecnologias de produção de chips que a Canon e Nikon baseadas em tecnologia DUV ( Litografia por Imersão em Arco Profundo) no lugar da mais recente EUV( Litografia por Ultravioleta Extremo) utilizada pela empresa holandesa ASML No resultado da pesquisa(1👇) ficou  evidente que tanto a Canon e a Nikon viam mercado para as tecnologias empregadas que estão um passo atrás da EUV empregada exclusivamente pela ASML.
Ou seja existe uma quantidade de aplicações que justifica a produção dos chips com tecnologia anterior. Podemos citar também o caso das instituições bancárias no mundo inteiro que utilizam sistemas construídos ainda em linguagem COBOL funcionando plenamente operando no ambiente internet, utilizando api´s em Java, C++, Python etc...já que o tamanho e a complexidade destes sistemas implicariam em um custo imenso para serem reescritos, testados, etc..com os riscos inerenetes. 
O interesse na matéria se deve ao que mencionei em postagem anterior que justifica o investimento por parte das instituições e empresas brasileiras na produção de chips não necessariamente miniatutizados ao nívem de 2nM (2 nanômetros)
É o caso da brasileira CEITEC, fechada pelo primarismo do superministro do governo passado e agora com sacrifício reaberta,  que produzia RFID´s e marcadores de gado além de sistemas logísticos de contagem, que alavancavam o desenvolvimento eem direção a sistema digitais avançados.
Se as gigantes Canon e Nikon se mantiveram na base da tecnologia, provavelmente (provavelmente não, certamente) a Huawey deve estar "destruindo schumpterianamente", acompanhada por pesquisa avançada, a miniaturização que hoje chega ao limite de Moore. Ou seja, estão recuando para dar o bote, qual a serpente azteca de Quetzalcoatl.
Temos que dar o salto também.

1- (https://www.blogger.com/blog/post/edit/7714812914870144096/3518777737444205873)


quinta-feira, 4 de dezembro de 2025

saltos-tecnologicos-anexo

Canon e Nikon NÃO competem com a ASML no mesmo segmento tecnológico de ponta para produção dos chips mais avançados (como os de 3nm, 5nm usados em smartphones e CPUs modernas).


A diferença de tecnologia é abismal e pode ser resumida da seguinte forma:

1. ASML: A Líder Absoluta em Litografia de Ultravioleta Extremo (EUV)

  • Tecnologia: A ASML é a única empresa no mundo que produz e vende máquinas de Litografia por Ultravioleta Extremo (EUV). Esta é a tecnologia mais avançada, essencial para fabricar os chips de última geração (a partir do nó de 7nm).

  • Como funciona: Utiliza um laser de alta energia disparado contra gotas de estanho para gerar luz com comprimento de onda de 13.5 nm (extremamente curto). Esta luz é refletida por um sistema de espelhos ultraprecisos (feitos pela alemã ZEISS) para gravar os circuitos no silício.

  • Complexidade: Cada máquina é um colosso do tamanho de um ônibus, contendo cerca de 100.000 peças, custa mais de US$ 200 milhões e requer aviões Boeing 747 especiais para transporte.

  • Domínio de Mercado: 100% do mercado de máquinas EUV. Seus clientes são TSMC, Samsung e Intel.

2. Nikon e Canon: Competem no Mercado de Litografia por Imersão em Arco Profundo (DUV)

  • Tecnologia: Estas empresas produzem máquinas de Litografia por Imersão em Arco Profundo (DUV). É uma geração anterior, mas ainda vital para a indústria. (grifo meu)

  • Como funciona: Utiliza luz com comprimento de onda de 193 nm. Com uma técnica chamada "imersão" (onde a lente e o wafer são submersos em água) e truques ópticos complexos (multi-patterning), é possível produzir chips de nós mais antigos (ex: 28nm, 14nm) e algumas camadas não críticas dos chips mais avançados.

  • Mercado: A ASML também é a líder dominante neste segmento (cerca de 90% do mercado DUV de ponta), com a Nikon sendo uma concorrente secundária. A Canon foca em máquinas DUV ainda menos avançadas, usadas para chips menos densos (como para telas, sensores, microcontroladores) e para máscaras fotolitográficas (os "stencils" usados no processo).


Tabela Resumo das Diferenças Tecnológicas

Característica

ASML (Líder)

Nikon

(Concorrente Secundário)

Canon

(Nicho)

Tecnologia de Ponta

EUV (Ultravioleta Extremo, 13.5 nm)

DUV de Imersão 

(Arco Profundo, 193nm)

DUV a Seco / i-line (365nm) - Menos avançada

Aplicação Principal

Camadas críticas dos chips mais avançados (3nm, 5nm, etc.)

Camadas não-críticas de chips avançados e chips de nós antigos

Chips para display, sensores, IoT, microcontroladores, e fabricação de máscaras