Aprofundei a pesquisa sobre a aplicação de AI nos fármacos, após ter sido estimulado e ajudado por um amigo paciente que, sendo cientista de dados cedeu material que está produzindo para doutorado em importante instituição tecnológica militar na área de AI. Na realidade fui salvo de afogamento por ele quando tentei mergulhar fundo nos algoritmos e nas técnicas que busquei na bibliografia de seus trabalhos. Primeiro porque o aprendizado profundo, não confundir com “deep learning”, era uma viagem aos centros de pesquisa e universidades chinesas e segundo porque a qualidade e quantidade destes trabalhos é algo que está alcançando níveis e uma extensão que ultrapassam o que se faz no ocidente. Níveis estes que não consigo nem de longe me aproximar e desdobramentos que nos levam a conclusões preocupantes.
Uma destas é presente na discussão sobre a conveniência e viabilidade de instalação aqui no país de data-centers (Google, X, Meta, etc...), pois a demanda de energia elétrica e de água de refrigeração é incompatível com os benefícios que estes centros possam trazer: ocupam pouca mão-de-obra e esta de nível intermediário. Por esta razão estão sendo literalmente expulsos de seu país de origem. Agrava esta situação quando sabemos que o controle e posse dos dados permanecem nas instituições na origem. Então uma questão que naturalmente aflora é: qual a vantagem então do desenvolvimento da AI. Nem gosto de dizer inteligência artificial porque, como diz o médico e neurocientista Professor Miguel Nicolelis (cujo a obra aconselho fortemente a leitura), “nem é inteligência, nem é artificial”. O que se denomina AI é a aplicação extrema de recursos matemáticos que se tornou viável com a paralela evolução da tecnologia de processamento, não somente na arquitetura dos processadores, quanto na sua velocidade e na armazenagem de dados. Uma das promissoras técnicas sendo desenvolvida por empresas chinesas é relativa a transmissão de dados inter-circuitos processadores e inter-unidades: em lugar de corrente elétrica, o que gera calor, portanto fator limitante de velocidade, emprega-se luz incoerente, inclusive com menor probabilidade de erro. O imenso custo de refrigerçãoe alimenbtação dá lugar a viabilidade de aplicação coerente de recuros econômicos.
Mas voltando a aplicação de AI na farmacologia, talvez até confirmando o Professor Nicolelis, o exemplo mencionado ontem que se referia a plataforma R-DELF da Exscientia/Recursion1 permitiu reconhecer dentre milhares de testes e ensaios feitos em fármacos candidatos uma “saída” mais útil na geração de produtos contra uma extensa gama de enfermidades. AI? São métodos computacionais apromorados.
Enfim uma questão essencial: vamos estimular a construção de empresas (startups) empregando os vastos recursos educacionais disponíveis nesta direção...
Em vez de tentar destruir, como estão agora tentando nossos destros fascistoides de plantão.
1 Sugiro fortemente acessar o site da Exscentia/Recursion: https://www.recursion.com/recursion-decoded