Ontem assisti um bem elaborado vídeo promocional da ORIZON. Interessado no assunto e dando prosseguimento ao blog “Lixo e Luxo” de 01/04/25 (https://www.youtube.com/watch?v=mhYOSlM4io) busquei na página https://orizonvr.com.br/ da empresa ver a evolução desta nestes últimos anos e dar saúde e vida longa ao Sr. Pilão. E que ele sirva de exemplo para outros empreendedores. Com ele o lixo virou um luxo.
Afora a divulgação deste bem sucedido e luxuoso empreendimento no lixo, há algumas questões que não poderia passar despercebidas; e uma delas é a relação do Brasil com os Estados Unidos após o episódio do sequestro do presidente Maduro que, no meu modo de ver “caiu de maduro” mesmo. Justifico o meu ponto de vista pela facilidade que os militares do EUA tiveram em desligar a defesa antiaérea venezuelana. Por mais que queiram negar, contraponho cinquenta milhões de dólares oferecidos pela captura do presidente; além do fato que Maduro não se configurava como um herdeiro de fato do Chavismo. Se aproximava, para ser mais condescendente. O quero então realçar são as três questões derivam deste fato rumoroso e emblemático:
1- A secura americana por petróleo.
2- A utilização do petróleo como salvaguarda dos petrodólares.
3- O enfrentamento a China no hemisfério ocidental; na América Latica propriamente, já que o binômio União Europeia / OTAN deixou de ser um contraponto a Rússia que, acabou utilizando as sanções como impulsionador de suas indústrias.
Senão vejamos 1: A secura americana por petróleo
A sociedade que praticamente fundou o automobilismo, relaxou na construção de ferrovias, ou pelo conforto e pela mobilidade propiciada pelo automóvel, ou por “influência” dos capitais empatados tanto na exploração do petróleo quanto na construção das autoestradas. A expansão acelerada do automobilismo a partir da década de 30 realmente fez negligenciar a utilização da ferrovia; tanto que a maioria faliu nos anos pós guerra WWII. Realmente o automobilismo tem um peso fundamental; se considerarmos então o transporte aéreo aí é que a secura exponencia. Mesmo esta abordagem superficial revela a não existência de transporte ferroviário subsidiado tanto para carga quanto para passageiros; o que não ocorreu nas economias do Japão e Europa pós-guerra WWII. Os EUA, muito mais que o resto do mundo, ficou refém do petróleo.
2- A utilização do petróleo como salvaguarda dos petrodólares.
Não cabe aqui aprofundamento da análise da gênese da crise do petróleo de 1973, mas como síntese do aprendizado adquirido podemos ver a adequação da política externa americana às relações com a Arábia Saudita e demais países produtores do Golfo (Arábia Saudita, Iraque, Irã, Kuwait, Catar e Emirados Árabes Unidos). A política externa em relação a estes países, que era monolítica, passou a ser modulada segundo os interesses israelenses combinados com a oferta de petróleo e as mesmas relações com a OPEP. Ou seja, como os EUA iriam tirar partido da aproximação com a Arábia Saudita, Catar e Emirados e, ao mesmo tempo, satisfazer as exigências israelenses; exigências estas que também interferiam no mercado financeiro interno; isto é, os banqueiros. Hoje é absolutamente visível aquela relação, inclusive quando os EUA jogam sua reputação no lixo pressionados pelos compromissos assumidos naquela época. Os petrodólares são a essência daqueles compromissos.
3- O enfrentamento a China no hemisfério ocidental; na América Latica propriamente, já que o binômio União Europeia / OTAN deixou de ser um contraponto a Rússia que, acabou utilizando as sanções como impulsionador de suas indústrias.
A manobra “Maduro kidnapping”, a meu juízo, não tem os desdobramentos que têm sido propaladas na mídia mainstream; Trump não consultou previamente as petroleiras para saber o passo seguinte. Aí está a prova que o ceo da Exxon não sabia quão desastrada era, do ponto de vista profissional, técnico e econômico. Tal manobra tem o condão de manter a bolha dos governos de direita da América Latina e com isso afastá-la comercialmente da China. Acho que Trump, Rúbio e demais confiam demais nos governantes deste campo da direita, afinal eles são de direita. Será que não conhecem a lenda do escorpião e do sapo para cruzar o rio?
Nem Trump aprendeu com o primeiro mandato, nem Rúbio tem o mínimo verniz diplomático. Ambos estão se metendo a fogueteiros e acabam apenas cumprindo o protocolo neocon. Do episódio “Maduro kidnapping” até o controle absoluto de governos latino-americanos, há um caminho um pouco diferente do que propala a mídia mainstream. Este caminho passa pelo comércio, pelo auxílio financeiro e pelo investimento direto. A China aprendeu o caminho com o tempo e praticou, praticou, praticou.
Não desejo aqui aprofundar o assunto petróleo combustível, pois já é por si só complexo demais no seu destino combustível. Quero sim realçar a vertente petróleo-plásticos, embalagens “pet” e demais poluidores do planeta. Aqui tem riqueza também. Que o diga o Sr. Pilão da ORIZON.