segunda-feira, 9 de março de 2026

Ainda AI

Tenho repetidamente expressado minha indignação com o assassinato das crianças em Gaza e daquelas do colégio iraniano. Mortes dolosamente perpetradas e conluiadas por Israel e Estados Unidos; este último que, com o poder militar que possui, poderia evitá-las.

Como temos que dar atenção (até por sobrevivência psíquica) as boas novas, sejam culturais e científicas, chamo a atenção para o artigo no site chinês XINHUA1 , que noticia a impressão 3d por síntese não-coerente digital de campos de luz holográficos (DISH, em inglês). Experimentos mostram que essa tecnologia pode concluir a fabricação de estruturas complexas em escala milimétrica em apenas 0,6 segundos, atingindo um tamanho mínimo de estrutura imprimível de 12 micrômetros e uma taxa de impressão de até 333 milímetros cúbicos por segundo. O que podemos intuir é a possibilidade de produzir dispositivo cirúrgico cardíaco, sob medida, que dispense a abertura da caixa torácica; e mesmo outras cirurgias não invasivas.

Dentre as várias notícias garimpadas, onde a maioria se relaciona a AI, as que mais têm chamado particularmente a minha atenção são aquelas aplicadas a pesquisa farmacológica, pois tenho um interesse especial por ter uma irmã cientista dedicada a esta área. Tenho focado a pesquisa por interesses transversais, aquelas relacionadas a GSK.: 

. A GSK aplica IA para entender a causalidade genética de doenças, o que pode reduzir as taxas de deserção em fases avançadas de testes clínicos .

. A AstraZeneca, por exemplo, usa uma ferramenta de IA generativa (PathChat DX®) para analisar imagens e dados clínicos, ajudando a identificar pacientes que responderiam melhor a tratamentos oncológicos, o que pode até incluir vacinas.

Em resumo, a IA já é uma ferramenta prática na área farmacológica que está sendo usada para:

Aceleração, automatizando descobertas e experimentos. Previsão, antecipando mutações virais criando vacinas "à prova de futuro" (R-DELF). Precisão, buscando os melhores alvos e projetando antígenos mais potentes ex: Evaxion.

Há ainda outras facilmente encontradas na internet mas, continuo restringindo as postagens a uma página, até para facilitar a leitura.

Por hoje é só.

1(https://portuguese.news.cn/20260222/fa026739d2ed41659af01b97b818e2e7/c.html)

domingo, 8 de março de 2026

Vamos em frente

 Após um período de silêncio queria externar opinião diante da triste realidade que o mundo exibia e ainda exibe em Gaza, onde dezenas de milhares de crianças foram, e ainda são, brutalmente assassinadas pelas bombas israelenses.

O cenário político no Brasil também não me animava pois a extrema direita, e a direita também, dissimulada, herdeiras de fato do que mais torpe existe em nossa existência social, a herança da escravidão, pois se julga ainda detentora do Estado como indenização, se esmerava, e se esmera, embalada no desespero da iminência de uma derrocada eleitoral, nas mais sórdidas manobras parlamentares.

Não seria caso de me surpreender, mas a cada dia se assiste ao cada vez mais sórdido em matéria de política, de jornalismo e de decadência social. Tudo muito bem propagandeado e alimentado pela mídia mainstream. Aliás, não deveria mesmo ser surpresa pois Pulitzer já o havia previsto já em 1917.

Quando a Trump, com sua diplomacia lupanar acaba expondo a realidade das monarquias (se é que se pode assim chamá-las) da região do golfo, (Bahreim, Emirados Árabes Unidos, Catar, Abu Dhabi, Kuwait e Arábia Saudita) herdeiras do poder britânico que se aposentou em 1971, devido a negociação com as sete grandes para daí reestruturar o preço do petróleo, segundo uma nova realidade hegemônica chamada petrodólar, acaba também expondo uma camada de poder ainda mais intrincada baseada nas correntes religiosas xiitas, sunitas e wanabitas que, apesar de se apresentarem como todas muçulmanas, disputam poder e dominação.

Agora, depois de mais uma trapalhada do Trump, ficará mais difícil negociar um equilíbrio a favor da economia petrolífera, quando todos aqueles monarcas, que têm suas riquezas guardadas na City, não vão arriscar o pescoço a favor do macho alfa da região, o esquartejador herdeiro saudita, Príncipe Mohammad bin Salman que tomou o poder militarmente com a ajuda das sete grandes e dos governos ocidentais e o silêncio ensurdecedor de toda comunidade europeia.

Aliás os muçulmanos xiitas do Iran sabem muito bem desta realidade, pois a viveram em 1953 na derrubada do governo Mossadegh e em 1979 quando tiveram que lutar pela sua soberania petrolífera e nacional contra os EUA e sua aliada wanabita Arábia Saudita.

Se já não bastasse assistir na TV a toda essa súcia ainda vemos o funeral das cento e setenta meninas muçulmanas assassinadas neste ataque israelense-americano sob o olhar destes monarcas muçulmanos do Golfo entupidos de petróleo e ouro naqueles hotéis de obsceno luxo e frivolidade.

Mas, buscando a serenidade e a lucidez, teremos que olhar para o lado bom da evolução e da sobrevivência. E aí veremos as notícias, por exemplo, da evolução dos processos de recuperação de embalagens PETs em meio aos resíduos urbanos, a evolução da biologia quântica, a evolução da aplicação da inteligência artificial na criação e produção de fármacos.

Se conectarmos estas novidades científicas e tecnológicas aplicadas ao bem-estar, saúde e sobrevivência humana à realidade política e geo-política também podemos retirar lições transversais:

- a ciência da AI (os seus pesquisadores) passa a reconhecer benefícios e riscos a saúde física e intelectual dos seres humanos

- a tecnologia aplicada a AI, que se aperfeiçoa no sentido de substituir as conexões chip-to-chip e a internas dos data-center eliminando custos altíssimos, fazendo-a cada vez mais ao alcance do seu uso legítimo por parte da humanidade.

E então, exorcizando as mazelas da recalcitrante doença política destra, aumentando as esperanças de uma nova ordem, aí teremos o ponto de inflexão para uma nova fase que tanto desejamos; ainda que tenhamos que arrastar este cadáver insepulto da direita mundial.

Mas...vamos em frente





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