sábado, 6 de dezembro de 2025

Temos que dar o salto também.

 Pressentindo a aproximação de um novo salto "destrutivo", emulando  aqui a expressão shumpteriana da "destruição criativa", pesquisei sobre a manutenção das tecnologias de produção de chips que a Canon e Nikon baseadas em tecnologia DUV ( Litografia por Imersão em Arco Profundo) no lugar da mais recente EUV( Litografia por Ultravioleta Extremo) utilizada pela empresa holandesa ASML No resultado da pesquisa(1👇) ficou  evidente que tanto a Canon e a Nikon viam mercado para as tecnologias empregadas que estão um passo atrás da EUV empregada exclusivamente pela ASML.
Ou seja existe uma quantidade de aplicações que justifica a produção dos chips com tecnologia anterior. Podemos citar também o caso das instituições bancárias no mundo inteiro que utilizam sistemas construídos ainda em linguagem COBOL funcionando plenamente operando no ambiente internet, utilizando api´s em Java, C++, Python etc...já que o tamanho e a complexidade destes sistemas implicariam em um custo imenso para serem reescritos, testados, etc..com os riscos inerenetes. 
O interesse na matéria se deve ao que mencionei em postagem anterior que justifica o investimento por parte das instituições e empresas brasileiras na produção de chips não necessariamente miniatutizados ao nívem de 2nM (2 nanômetros)
É o caso da brasileira CEITEC, fechada pelo primarismo do superministro do governo passado e agora com sacrifício reaberta,  que produzia RFID´s e marcadores de gado além de sistemas logísticos de contagem, que alavancavam o desenvolvimento eem direção a sistema digitais avançados.
Se as gigantes Canon e Nikon se mantiveram na base da tecnologia, provavelmente (provavelmente não, certamente) a Huawey deve estar "destruindo schumpterianamente", acompanhada por pesquisa avançada, a miniaturização que hoje chega ao limite de Moore. Ou seja, estão recuando para dar o bote, qual a serpente azteca de Quetzalcoatl.
Temos que dar o salto também.

1- (https://www.blogger.com/blog/post/edit/7714812914870144096/3518777737444205873)


quinta-feira, 4 de dezembro de 2025

saltos-tecnologicos-anexo

Canon e Nikon NÃO competem com a ASML no mesmo segmento tecnológico de ponta para produção dos chips mais avançados (como os de 3nm, 5nm usados em smartphones e CPUs modernas).


A diferença de tecnologia é abismal e pode ser resumida da seguinte forma:

1. ASML: A Líder Absoluta em Litografia de Ultravioleta Extremo (EUV)

  • Tecnologia: A ASML é a única empresa no mundo que produz e vende máquinas de Litografia por Ultravioleta Extremo (EUV). Esta é a tecnologia mais avançada, essencial para fabricar os chips de última geração (a partir do nó de 7nm).

  • Como funciona: Utiliza um laser de alta energia disparado contra gotas de estanho para gerar luz com comprimento de onda de 13.5 nm (extremamente curto). Esta luz é refletida por um sistema de espelhos ultraprecisos (feitos pela alemã ZEISS) para gravar os circuitos no silício.

  • Complexidade: Cada máquina é um colosso do tamanho de um ônibus, contendo cerca de 100.000 peças, custa mais de US$ 200 milhões e requer aviões Boeing 747 especiais para transporte.

  • Domínio de Mercado: 100% do mercado de máquinas EUV. Seus clientes são TSMC, Samsung e Intel.

2. Nikon e Canon: Competem no Mercado de Litografia por Imersão em Arco Profundo (DUV)

  • Tecnologia: Estas empresas produzem máquinas de Litografia por Imersão em Arco Profundo (DUV). É uma geração anterior, mas ainda vital para a indústria. (grifo meu)

  • Como funciona: Utiliza luz com comprimento de onda de 193 nm. Com uma técnica chamada "imersão" (onde a lente e o wafer são submersos em água) e truques ópticos complexos (multi-patterning), é possível produzir chips de nós mais antigos (ex: 28nm, 14nm) e algumas camadas não críticas dos chips mais avançados.

  • Mercado: A ASML também é a líder dominante neste segmento (cerca de 90% do mercado DUV de ponta), com a Nikon sendo uma concorrente secundária. A Canon foca em máquinas DUV ainda menos avançadas, usadas para chips menos densos (como para telas, sensores, microcontroladores) e para máscaras fotolitográficas (os "stencils" usados no processo).


Tabela Resumo das Diferenças Tecnológicas

Característica

ASML (Líder)

Nikon

(Concorrente Secundário)

Canon

(Nicho)

Tecnologia de Ponta

EUV (Ultravioleta Extremo, 13.5 nm)

DUV de Imersão 

(Arco Profundo, 193nm)

DUV a Seco / i-line (365nm) - Menos avançada

Aplicação Principal

Camadas críticas dos chips mais avançados (3nm, 5nm, etc.)

Camadas não-críticas de chips avançados e chips de nós antigos

Chips para display, sensores, IoT, microcontroladores, e fabricação de máscaras


terça-feira, 2 de dezembro de 2025

Evoluir minha gente...evoluir

Afora as tramoias conterrâneas, todas já frequentando a diária antologia popular, pois qualquer cidadão do povo brasileiro sabe, até por intuição, que a malta que frequenta o parlamento não resiste a mais superficial investigação sobre seus malfeitos, de tão descarados. O estranho é que esta malta lá está através do voto, segundo uma legislação eleitoral desengonçada que se apoia no mais maroto expediente, a compra sob diversas formas do voto: da promessa de emprego público, até a doação de dentadura. 
 Agora, mais recentemente, se associa a estes expedientes primitivos a interferência religiosa com mais ênfase. 
Antes, desde a velha república, a interferência era de uma só igreja; agora, democraticamente, somam-se dezenas de novas igrejas neopentecostais. 
 Eis, em poucas palavras, o cenário que expressa a cultura política que as forças conservadoras cultivam na nossa sociedade. Somente consigo, desta forma sintética, ver o efeito que o conservadorismo impôs na nossa sociedade desde os tempos da velha república. Esta, por sua vez, herdeira da pérfida escravidão que durou muito mais tempo que a república. “Res” que de pública não tem nada. Basta ver a que ponto chegamos após o período de distopia tendo dois espécimens, um preso e outro sentado na cadeira do senado a disparar as mais absurdas e patéticas sandices, nos deixando a enorme questão de como este apedeuta conseguiu passar no concurso para juiz federal. Como? 
Mas...chegando aos dias de hoje, me deparo com a discussão absolutamente diversa: A produção dos chip´s de dois nanômetros( 2 nM). Que impacto realmente este tem e terá na atual economia? 
Confesso a dificuldade que tenho em responder e coloco dois exemplos que talvez justifiquem a minha dificuldade de entender.: a maravilha tecnológica (nem tanto) que é o caça americano F-35. Projeto F-35 Lightning II (EUA) 
 • Início formal do projeto: 1996 (como programa Joint Strike Fighter - JSF).
• Contexto: O programa JSF foi lançado para consolidar vários projetos de caças táticos dos anos 80 e 90 (como o CALF) em um único programa multinacional. 
A fase de demonstração e validação (que definiu os conceitos da Lockheed Martin X-35 e Boeing X-32) começou oficialmente em 1996. 
 • Primeiro voo do protótipo X-35: 2000. 
 • Primeiro voo do F-35A de produção: 2006. 
Observe que o projeto desta maravilha tecnológica data de 1996. Nesta época a tecnologia de semicondutores predominante variava de 800 nm (0.8 μm) a 600 nm (0.6 μm). 
Exemplos: O Intel 486 (lançado em 1989) usava processador de 1 μm e depois 0.8 μm. Os primeiros processadores Pentium (1993) usavam 0.8 μm e depois 0.6 μm. 
Ou seja, o projeto inicial somente podia incorporar e projetar facilidades e aviônicos daquela dimensão. 

O outro projeto, este do lado russo, o caça Su-57 da Rússia 
Projeto Sukhoi Su-57 (Rússia) 
 • Início formal do projeto: 2002 (como programa PAK FA - Perspectivny Aviatsionny Kompleks Frontovoy Aviatsii, ou Complexo Aeronáutico Futuro para a Aviação de Frente). 
 • Contexto: O programa foi iniciado para desenvolver um caça de 5ª geração que substituiria os caças Sukhoi Su-27 na Força Aérea Russa. O contrato oficial de desenvolvimento foi concedido à Sukhoi em 2002. 
 • Primeiro voo do protótipo (T-50): 2010. 
 • Entrada em serviço operacional inicial: 2020 (após um processo prolongado de desenvolvimento e testes Observe-se que este, o SU-57, bem mais recente, advém de uma origem que ainda não domina a tecnologia dos “nanos” e se projeta mais eficiente do ponto de vista militar. 

Daí advém a seguinte pergunta: Por quê, nós brasileiros, não podemos desenvolver e iniciar a “reindustrialização” na área de semicondutores a partir de um patamar tecnológico compatível com a real demanda da indústria de eletrodomésticos, automobilísticos etc? … Lembrando que na década de 1960 chegamos (cheguei) a produzir semicondutores no estado-da-arte e eletrônicos que competiam em qualidade com produtos japoneses.
A diferença entre os nossos e os nipônicos? Preço; os nossos produtos não eram subvencionados. 
Aí veio a mais primária e ignorante justificativa para desistir: os importados eram mais baratos, os nossos automóveis eram uma carroça, e toda sorte de sandices piegas e primárias que foram bravejadas pelo “Caçador de Marajás”. 
Lá repousava o nosso conservadorismo, o nosso ...como o chamava mesmo Nelson Rodrigues?
Temos que evoluir minha gente.