segunda-feira, 28 de abril de 2025

Nêmesis

     A varredura que fiz neste final de semana na mídia dita oficial e na alternativa, de todos os matizes possíveis, varou desde a internação do Jair Bolsonaro até a Guerra da Ucrânia. Procurei não “cobrir” o massacre dos palestinos, pois não teria estômago para tanto. Pois bem, quanto a internação não vou perder tempo, pois sei que já há suficiente racionalidade para se perceber o quanto nos aproximamos do abismo e quanto nos deixamos entorpecer deixando seguir a mais torpe e entreguista mentalidade inaugurada pela quartelada de 1964, evidentemente financiada e apoiada pelo império do norte, que hoje se encolhe na imagem decadente vista por todos quando se preparavam as exéquias do Papa Francisco.


Compostura, respeito e um mínimo de dignidade foi desconsiderada pelo Presidente dos Estados Unidos da América. Pelo outro interlocutor nada de melhor poder-se-ia esperar mesmo.
    O que se perdeu para que se chegasse a este ponto de avacalhação (desculpem-me o termo) fora o capital cultural que a América há tempos amealhava. 

    A tão poderosa indústria cinematográfica, e ainda financiada pelo poder público no que é possível, outrora encantando corações e mentes, já não mais funciona pois fora substituída pelo “mercado”.

    A nêmesis que agora pune a mercantilização extrema de sua cultura, cultura esta que
 aprendi a valorizar junto a tecnologia aplicada nos aviônicos dos Douglas DC-8 da Panair do Brasil, não perdoou a sua vulgarização e a corrupção que alimentava regimes ditatoriais na América Latina principalmente e mundo afora. Ficou o cacoete: Anastas Somoza, Rafael Trujillo, Carlos Castillo Armas, Alfred Strossner, Aramburu, Fulgencio Batista; todos resultados de golpes armados contra governos latino-americanos eleitos. Por pudor ou vergonha não mencionei Castelo Branco, pois este era, se comparado a Medici, até democrata. Mas o “mercado” exagerou quando resolveu apoiar Cao Ki no Vietnã. Parece que agora Zelensky tomou o lugar de Cao Ki. 
    A lição da Praça Maidan não foi aprendida, pois Victoria Nuland era a precursora do castigo chamado Zelensky. Trump que parece só entender de “mercado”, não se importou muito com estas minúcias e práticas do Nêmesis.

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