quarta-feira, 25 de junho de 2025

Irã, Israel e nós mesmo

     Após esperar o aparecimento de algum ponto de inflexão no contencioso (apesar da chuva de bombas, não dá para chamar de guerra se não tem participação da “rainha das armas”) Irã x Israel. Ao que parece este ponto foi flexionado pelas circunstâncias internas dos Estados Unidos. Deve se considerar também o telefonema de Trump para Putin. Ao final todos saíram ganhando a “guerra”, e realmente “todos” significa “todos”, todas as nações, pois o preço do petróleo inevitavelmente iria explodir caso o Irã viesse fechar o estreito de Ormuz. Mas o que pude observar foi o pretexto da construção da bomba nuclear iraniana para o ataque de Israel. O que se pode constatar é que o Irã possui um recurso muito mais explosivo que o nuclear, são as suas reservas de petróleo com os maiores campos petrolíferos do mundo; maiores até que os campos sauditas:

Campo de petróleo de Ahvaz, um dos maiores campos de petróleo do mundo, localizado na província de Khuzistão, Campo de Gachsaran, Campo de Marun – Situado perto de Ahvaz, Azadegan (Norte e Sul) – Um dos maiores campos petrolíferos do mundo, compartilhado parcialmente com o Iraque (chamado de Majnoon no lado iraquiano) e Campo de Yadavaran – Localizado na fronteira com o Iraque, com reservas estimadas em muitos bilhões.

As reservas ainda não cubadas e já identificadas tornam o Irã aí sim o objeto da cobiça a ser disputado com um novo pretendente, a China. Daí todo o empenho na tentativa de domínio daquela riqueza. As jazidas petrolíferas já identificadas, mas não cubadas, são tão grandes quanto as atuais já exploradas, como antes mostramos, a saber:

Indícios de possíveis depósitos de petróleo a leste do Irã, em regiões menos exploradas, que podem conter reservas ainda não mapeadas ou não comercialmente viáveis. Vamos analisar as áreas com potencial. Vejamos o resultado de pesquisa na internet (DeepSeek):

1. Bacia de Kopeh Dagh (Nordeste do Irã, perto do Turcomenistão)

Localizada na fronteira com o Turcomenistão, essa bacia sedimentar tem potencial para petróleo e gás, mas a exploração tem sido limitada devido a:
Complexidade geológica.
Infraestrutura insuficiente.
Foco histórico do Irã no sudoeste (Khuzistão).
O Turcomenistão já explora petróleo e gás em sua parte da bacia, sugerindo que o lado Irãiano pode ter reservas similares.

2. Bacia de Lut (Leste do Irã, região desértica)

Uma das áreas mais inexploradas do Irã, com possíveis reservas não convencionais (xisto betuminoso, tight oil).O Paquistão já explora petróleo em sua parte da bacia (ex.: campo de Sui), o que sugere possível extensão para o lado Irãiano.

Foco histórico no sudoeste: A maioria dos investimentos está nos campos já conhecidos (Khuzistão). Dificuldades geopolíticas: Sanções e falta de parceiros tecnológicos para exploração.1

Condições geográficas: Áreas desérticas e montanhosas aumentam custos.

Conclusão:Há possíveis depósitos não cubados no leste do Irã, especialmente nas bacias de Kopeh Dagh, Lut e Sistão-Baluchistão. No entanto, a exploração comercial ainda depende de:
. Investimentos em tecnologia de prospecção.
. Melhoria das condições de segurança (especialmente no Baluchistão).
. Flexibilização de sanções para atrair empresas estrangeiras.
(2)
. Investimentos em tecnologia de prospecção. 

. Melhoria das condições de segurança (especialmente no Baluchistão).

. Flexibilização de sanções para atrair empresas estrangeiras.(2)
. Investimentos em tecnologia de prospecção.
. Melhoria das condições de segurança (especialmente no Baluchistão).
. Flexibilização de sanções para atrair empresas estrangeiras.(2)
    (1) Estaria a China “interessada” nestes depósitos e disposta a realizar investimentos
    (2) Até onde as “sanções” irão impedir investimentos estrangeiros? 
A desertificação e a falta de infraestrutura dificultam a prospecção. Dados sísmicos limitados, mas estudos geológicos sugerem potencial.
3. Fronteira com o Afeganistão e Paquistão (Sistão e Baluchistão)
Há indícios de bacias sedimentares que podem conter petróleo, mas:
Conflitos regionais e instabilidade no Baluchistão desencorajam investimentos.
4. Mar Cáspio (Norte do Irã)
Embora mais ao norte, o Cáspio tem reservas subexploradas no lado Irãiano.
O Azerbaijão e o Cazaquistão já produzem petróleo na região, mas o Irã tem focado mais no Golfo Pérsico.
    
    Para adicionar um complicador neste cenário geopolítico podemos avaliar a crescente perda do poder hegemônico americano, que acaba induzindo as diversas componentes de poder estadonidense, incluindo aí as diversas “nações internas” de segurança, que praticamente se constituem em um poder paralelo (1-rodapé) a interferirem nas decisões políticas e no comportamento vacilante de Trump . Os EUA continuam insistindo “comme il faut” na intervenção híbrida nos estados nacionais vizinhos da Rússia: Georgia, Armênia, Moldávia. Estados estes que não foram alcançados pelas revoluções coloridas e nem incorporados a OTAN. Neste momento que escrevo vejo a real intervenção na Armênia, com a prisão do bispo Galstanyan, sob o pretexto de usar a religião contra o governo de legitimidade dúbia.
    Tenho a sensação que, assim como o bispo ortodoxo armênio, teremos a incômoda repetição da ação americana na Lavajato, que cumpriu a missão de demolir o poderoso plantel das empresas de engenharia brasileiras que viabilizaria o Pré-Sal. 
    Pelo que vejo já temos no Legislativo uma trupe contratada para esta missão, já que além da competência em engenharia já temos agora ao norte (Amapá até R.G do Norte)  novas jazidas petrolíferas. Concluo : - enquanto houver petróleo e EUA teremos o incômodo das tentativas de intromissão, como ocorre com os outros países.
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1. Agências de Inteligência e Contraespionagem

Central Intelligence Agency (CIA) – Coleta inteligência externa e conduz operações clandestinas.
National Security Agency (NSA) – Responsável pela inteligência de sinais (SIGINT) e cibersegurança.
Defense Intelligence Agency (DIA) – Inteligência militar estrangeira.
National Geospatial-Intelligence Agency (NGA) – Inteligência geoespacial (imagens de satélite, mapas).
National Reconnaissance Office (NRO) – Desenvolve e opera satélites espiões.
Federal Bureau of Investigation (FBI) – Investiga crimes federais, contraespionagem e terrorismo interno.

2. Segurança Nacional e Antiterrorismo

Department of Homeland Security (DHS) – Coordena a segurança interna contra ameaças terroristas e desastres.Transportation Security Administration (TSA) – Segurança em aeroportos e aviação.
U.S. Secret Service (USSS) – Protege autoridades e combate crimes financeiros.
U.S. Customs and Border Protection (CBP) – Controle de fronteiras e imigração.
Immigration and Customs Enforcement (ICE) – Imigração ilegal e crimes transfronteiriços.
Federal Emergency Management Agency (FEMA) – Resposta a desastres naturais e emergências.
National Counterterrorism Center (NCTC) – Integra informações antiterrorismo entre agências.

3. Aplicação da Lei Federal
Drug Enforcement Administration (DEA) – Combate ao narcotráfico.
Bureau of Alcohol, Tobacco, Firearms and Explosives (ATF) – Fiscaliza armas, explosivos e crimes relacionados.
U.S. Marshals Service (USMS) – Protege tribunais, captura fugitivos e gerencia testemunhas protegidas.
 

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