sexta-feira, 3 de outubro de 2025

Chega, basta

 1. Hoje nós podemos comemorar, consequente efeito das passeatas de domingo 21 de setembro Brasil a fora, um relativo enquadramento nos parlamentares federais, a derrubada da famosa “pec da bandidagem” e logo a seguir a aprovação da nova regra do imposto de renda, para a qual se perde arrecadação por um lado mas, por consequência dela mesmo, mas se arrecada via consumo; já que os mais de dezesseis milhões de beneficiados nem têm capacidade de poupança por costume e também pela escassez a qual nem se permite estoicismos; ou seja, passa a consumir adquirindo bens manufaturados. Mas esta medida terá de ser acompanhada, como compensação, de cobrança proporcional aos possuidores de maior renda. A atual disparidade tributária revela injustiça social e uma “burrice” socioeconômica sem medidas, já que desestimula os mais ricos ao risco do investimento produtivo. Daí uma das principais origens de nossa desindustrialização desde os anos 80 quando se inaugura o neoliberalismo engendrado então pelo “Consenso de Washington”…Caímos nessa; fomos acreditar no John Williamson quando dava aula na PUC-Rio.

2. Mas comemoração e burrices à parte, o assunto mais pungente neste momento é a absurda razia que Israel está fazendo em Gaza, assassinando crianças no tiro e na fome; os Estados Unidos se não inerte, conivente e patrocinador.

3. Mesmo considerando a visão estratégica na criação dos BRICS; mesmo considerando a recuperação após a catástrofe Bolsonaro; mesmo considerando a abertura que Lula empreendeu nas relações internacionais; mesmo percebendo os estragos que a interferência de ong´s e a espionagem acolhida pelos traidores contratados e os ingênuos, considerando isto tudo, riscos etc...o momento nos obriga a uma decisão: fora Israel, chega de covardia, chega de mortes. Basta.

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