sábado, 27 de setembro de 2025

Dia de Festa; nem tanto

 Hoje não podia deixar de lembrar da comemoração do dia de São Cosme e Damião; santos reverenciados no universo imenso de nosso sincretismo religioso que dá base a uma cultura tolerante. A tradição de distribuir doces deriva da semelhança dos costumes e crenças do catolicismo desde do século III que consolidou na Europa desde o século XI, e da tradição da Umbanda e do Candomblé que homenageia os beijis, filhos das entidades sagradas Xangô e Iansã. Na minha infância era a festa de meio de ano tão esperada quanto as Festas Juninas.

O tempo fez desaparecer de várias centros urbanos esta tradição. Ou por risco na correria da criançada pelas ruas ou por oposição religiosa de vertentes cristãs católicas e evangélicas, foi diminuindo até ao esquecimento de muitos. O que me move trazer este assunto, esta homenagem a tradição brasileira à tona, é que em muitos extratos sociais este costume foi substituído pela festa da Halloween, ou “festa da bruxas” de origem celta trazida pelo poder de divulgação da mídia em escolas particulares com a clientela distante do extrato social preenchido nas escolas públicas, principalmente nas regiões sudeste e nordeste.

Apesar de aceitar e incentivar a abertura do horizonte cultural percebo que o evento Haloween, como alguns outros é movimento cultural não tão espontâneo como poderia parecer. Este deriva da aplicação volitiva do “soft power” americano juntamente a iniciativas da igreja católica à época de João Paulo II. O Papa então interessado em eliminar correntes católicas sincretistas e libertárias.

Nenhuma nação utilizou seu soft-power cultural tão bem e eficazmente como os Estados Unidos durante o século XX; a produção cultural esmerada, rádio, cinema e televisão perfazendo um trabalho de “convencimentos” onde as instituições estatais eram ineficazes. Estas últimas eram mais voltadas ao “convencimento pela força”. Não somente financiadas pelo Estado mas induzidas e bancadas por financistas assaz conhecidos que controlavam o “Estado”. Ou melhor, as finanças do Estado através do FED e dos seus tutores. Os bancos controlados por famílias que sequer moravam em território americano: os Rothschild da Inglaterra, os Warburg da Alemanha, os Lazard da França, Israel Moses Seif desde Roma, e também as casas reais Windsor do Reino Unido e a Casa de Orange da Holanda. Além daqueles americanos de fato : Goldman Sachs, Rockfeller, Lehman e Khun Loeb, e uma turma menor mas não menos influente. Todos estes financiadores dos “neocons” que hoje (há bastante tempo desde Nixon) amarram mãos e pés de Presidentes que se dizem poderosos. Aliás, Trump não é exceção.

Rezemos para que São Cosme e São Damião ajudem-no a sair da confusão que ele mesmo está criando, achando que vai se resolver facilmente.

Já não tem o controle da moeda: tal como aqui o FED é “autônomo” faz tempo (não pode rir), a mídia também é autônoma. O complexo industrial-militar, que há muito fora motivo de advertência de Eisenhower, empurra o Congresso para as “lucrativas” guerras.

Realmente, que os Santos irmãos e os beijis da umbanda ajudem-no, antes que americanos (e europeus também), façam uma besteira definitiva, pois os “donos” do dollar não vão aceitar perder o poder que mantiveram durante o final do século IXX e todo o século XX. Já mostraram que não se incomodam em dizimar população inteira. Está aí mensagem: a matança em Gaza para provar.

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