quarta-feira, 8 de outubro de 2025

Não há nada de novo sob o Sol

 Não sou economista, não invisto em “papéis”, mas acompanho a variação do dólar e leio notícias dos “espertos” em finanças e economia. No entanto, tenho boa memória...ainda. Sinto um cheiro de queimado igual ao que senti em 2008, quando conversava com um empresário do ramo atacadista para qual prestava consultoria. Algo dizia que há variações que desestabilizam sistemas complexos, iguais a que Norbert Wiener nos ensinava na “teoria dos jogos” e no “equilíbrio de sistemas”. Nyquist já nos alertava dos ruídos desestabilizadores. Senti-me tal como animal que pressente o temor de terra...Mas a base desta sensibilidade está na percepção e detecção do ciclo de esgotamento de capacidade de acumulação, a qual os chineses se adequaram ao longo dos últimos cinquenta anos; tanto que o baque de 2008 pouco lhes afetou. Ou melhor, haviam já estabelecido mecanismos de acomodação/equilíbrio.

Aí me ocorre a pergunta: Mesmo que esteja errado nesta “sensibilização” existem mecanismos universais de acomodação anticíclicos? Se existem, por que não operaram em 2008? Esta pergunta realmente deve tirar o sono dos responsáveis pela fazenda dos países...pobres e ricos. Agora se agregue o efeito, pelo menos no Brasil, político que tem interferido na economia, dado que a destruição dos mecanismos de acomodação/equilíbrio foram literalmente destruídos pela administração passada. Se é que se pode chamá-la de administração, senão um processo deliberado de geração do caos; do caos como ferramenta política. Tal como se opera nas “revoluções coloridas”; como se operou no “Mensalão”, na “Lava-Jato”, no “Golpe contra Dilma Roussef” e como se opera hoje na distante Georgia, na Moldávia, no Equador e quem sabe sendo gestados mundo afora.

Realmente preocupo-me com o momento presente onde a Europa, ao perder sua capacidade de extrair riqueza real de colônias, começa a se fagocitar; os Estados Unidos tentando sair do processo de queda econômica apela para um discurso de afirmação do poder militar, entre ridículo e desesperado, onde generais gordos são ameaçados, ou de dieta ou sei lá de que, já que o “tarifaço” não deu certo e se voltou contra a própria economia americana.

Se eu estiver errado vendo fantasmas, carpe diem; mas se a sensação for verdadeira, curta o momento do mesmo jeito; conquanto sejamos tão produtivos como já o fomos no passado não tão distante, quando não havia neoliberalismo, não havia “Consenso de Washington” e todas as outras “poções venenosas” que adoeceram mentalmente, ou emburreceram, uma geração inteira.

Que a minha experiência, ou melhor, a nossa, nos sirva de lição. “Nihil sub sole novi” diziam os romanos e o meu professor de latim, Irmão Arthur Ildefonso: Não há nada de novo sob o Sol.

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