Antes de comentar as notícias predominantemente geopolíticas que fico garimpando diariamente na mídia eletrônica, gostaria de dar ênfase a que retransmito desde o Jornal da USP1, sobre o tema que pesquiso diariamente, ou seja, o tratamento dos resíduos sólidos urbanos (lixo); tema que enfatizo desde o blog de 01/04/25 “Lixo e Luxo”.
O artigo, que convido a ler, fala do bisfenol A (BPA) derivado do descarte do plástico de forma inadequada e do trabalho de pesquisadores da USP, campus de Ribeirão Preto, que estabelece: - “O tratamento eletroquímico gera radicais altamente reativos que iniciam a degradação química dos poluentes, enquanto o tratamento enzimático acelera ainda mais esse processo”. Realmente mostra a oportunidade deste trabalho de pesquisa que se junta aos outros com ênfase biológica. Reitero a leitura deste - acesso na nota abaixo.
Além do já bastante noticiado e oportuno “cessar-fogo” na Palestina, o qual torcemos para que seja definitivo, chama minha atenção a busca por parte dos EUA, agora desenfreada, pelas reservas de terras-raras mundo afora. Sabendo que as maiores reservas estão, a maior em território chinês, e a segunda maior em território brasileiro, já antevejo as consequências da cobiça americana, assim como fora em 1953 no caso do petróleo e, em episódio mais recente, quando da descoberta do “Pré-Sal”. No primeiro caso, que acabou tragicamente com a morte de Getúlio Vargas, a criação da Petrobras viabilizou a proteção desta riqueza do subsolo. Já no segundo, que acabou em golpe de estado parlamentar, derrubando a presidente Dilma Rousseff, acabou viabilizando a ascensão de um fenômeno social desastrado que deu base a um governo de extrema-direita presidido por um sociopata. Este, onde o quadro dirigente com mentes absolutamente distorcidas por ideias pseudo-acadêmicas e pueris, acabou em destruição e corrupção desenfreada. Ficou mais do que evidente (só agora para muitos) que tal movimento de demolição do Estado e rapinagem deslavada fora patrocinada pelo império do norte com a ajuda de seus acólitos e ladrões enrustidos de plantão, apoiados também por aqueles possuidores de pouca ou muita ingenuidade, ou até esperteza, que acabaram vendo tardiamente o estrago. O que sobrou de estrutura de Estado alimentada pelo nacionalismo, acabou por meter o pé no freio, antes do precipício que se aproximava.
Cabe agora uma pergunta: - Como será no caso das terras-raras? Teremos resiliência e soberania para gerir a exploração desta riqueza de modo responsável? Com ajuda externa ou não, teremos que controlar antes do esgotamento, antes que venhamos a repetir o caso do estanho da Bolívia, ou mesmo do cobre no Chile. Esperamos também que, no caso do minério de ferro, o início da produção em Simandou na Guiné não venha derrubar os preços deste minério, já que irá disputar em qualidade com o de Carajás.
No caso das terras-raras a cobiça será maior pois é esta que dá base a tecnologia eletrônica de ponta; tecnologia hodierna que sustenta poder militar e capacidade de comunicação em escala planetária.
Penso que ainda teremos muito que resistir para gerir com responsabilidade esta riqueza, pois o nosso histórico recente foi repleto da interferência de apedeutas e traiçoeiros. Entretanto, nossas competências, tanto na área química, na física teórica, na matemática e em áreas outras tecnológicas podem abrir uma janela de oportunidade antes somente oportunizadas pela Petrobras. Cabe agora ter mais responsabilidade e nacionalismo...aliás, como os chineses.
1https://jornal.usp.br/campus-ribeirao-preto/novo-metodo-elimina-ate-92-de-residuos-plasticos-presentes-na-agua-em-duas-horas/
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