Hoje li um artigo sobre o Professor John Mearsheimer onde este trata da progressiva queda da hegemonia americana e suas causas. Ele cita que “a armadilha da hegemonia é acreditar que o poder sem limites pode durar para sempre” e “a tentativa de manter o domínio global aumenta o risco de colapso”.
Este teórico americano, que vem desde West Point refletindo sobre o que ocorria no cenário mundial, passou a ter uma posição independente sobre a realidade hegemônica americana quando a submeteu à evolução do seu saber acadêmico desde a Universidade de Cornell, bem distante da que se badalava à época na Universidade de Chicago. Por força do destino veio a lecionar nesta meca do saber Straussiano mas com independência e capacidade crítica, herdada desde a libertária Cornell. Por essa independência e equilíbrio procuro ouvir e assistir suas entrevistas e ler seus textos.
Quanto a queda do poder hegemônico americano, na minha humilde maneira de pensar, esta se inicia quando Nixon em agosto de 1971 anunciou a suspensão da conversibilidade do dólar em ouro. Para mim esta míope medida condenou o hegemon a sustentar ele mesmo, seu povo, o próprio peso em equivalente “ouro”, cada vez mais escasso e mais caro.
Naquele ano de 1971 o preço da onça era de... 40,00 $USD;
......................em 1980 era de……...........…...850,00 $USD;
……………em 1990, foi de………………..250,00 $USD; 1
……………em 2010 ………………..…... 1920,00 $USD
……………em 2020 ………………....…. 2075,00 $USD e
……………em 2023/2024 variou de…. 1800,00 a 2200,00 $USD.
A questão que fica evidente: Neste período, mesmo sem contar os custos das inúmeras guerras, quem pagou por este disparate de Nixon foi o povo americano, sem dúvida; nem é preciso ser economista para entender que ao “desligar” o regulador da “mais-valia” o diferencial de custo teve de ser compensado por outro componente da riqueza...Nem precisa mesmo ser economista, nem marxista, basta ser realista para entender o fenômeno e poder responder “quem pagaria a conta”. E quem lucraria também não é preciso possuir conhecimentos esotéricos para responder: os especuladores de todo tipo de “papéis”, para não usar o pesado termo “agiota”.
Muitos se beneficiaram desta distorção a partir dos anos 70 e com comportamento “esperto” apoiaram esta cambalhota financeira. Houve até quem teorizasse e deitasse falação. Por volta do anos 90 apareceu também um cidadão americano, à época não sabia se mal ou bem intencionado, que andou engabelando os que foram comprar o seu livro “O fim da História”, como eu, que se escorava em Platão, Nietzsche, citando Kant e Hegel etc...para justificar ou explicar o inexplicável: Francis Fukuyama. Ano passado, após dar uma olhada nas anotações de pé de pagina doei o best-seller para um sebo daqui da cidade. Hoje, octogenário, não tenho dúvidas sobre o livro e o tal cidadão escritor Fukuyama, um esperto.
Quanto ao Professor John Mearsheimer, um lúcido. Uma de suas sentenças o explica e justifica: “A história raramente poupa as nações que confundem poder com destino”
1Era do "Brown's Bottom" quando a Inglaterra vendeu tudo...(ainda vamos comentar este episódio).
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