sexta-feira, 23 de maio de 2025

Até hoje

 Assisti pela manhã em uma rede social, não sei se é verdadeiro, o lançamento de gêneros alimentícios por avião cargueiro chinês para pessoas esfomeadas em uma área de Gaza. Não foi na mídia tradicional. Se for verdadeiro este fato, vejo que tal evento ajuda a jogar por terra a falsa imagem de democracia, ou lá o que possa se chamar, que os Estados Unidos tem, ou tinha, há tempos; imagem esta construída nas mídias tradicionais. 

Ocorre que tal imagem já, há muito, se borrou perante os olhos do mundo todo. A imagem de respeitador das regras internacionais e a fama de guardão da paz e sua consequente respeitabilidade começou a desmoronar, na visão de muitos, quando da destruição da Iugoslávia em 1999, juntamente aos ingleses, e mais ainda quando Busch contra todos os organismos internacionais e a própria ONU ataca o Iraque.

Falo na “visão de muitos”, pois na minha forma de ver o ato que inicia a desmoralização foi a transformação do dólar em moeda fiduciária impondo ao mundo a desregulamentação e não conversibilidade em relação ao ouro. Tal ato de imposição derivava já do deficit gerado pela Guerra do Vietnã, quando os gastos militares extrapolaram os limites da economia. Notoriamente daí resultam as taxas de câmbio flutuantes e o barco da economia de Bretton Woods começa a balançar perigosamente. As crises da economia ocidental tornam-se mais frequentes. O dono do cassino passou a se valer da força bruta; sua desmoralização começa aí, no meu ponto de vista, quando perde qualquer vestígio de pudor.

Juntamente à força militar, contrata a mídia, os agentes do “mercado” para “fazer o serviço” . Para chegar na desmoralização dos “Irans contra” foi um átimo. Lembremos que naquela época os Estados Unidos chegou a usar Israel para fornecer armas para o Iran. Usaram um coronel (Oliver North) para servir de disfarce.

Daí em diante a máscara caiu. Iugoslávia, Iraque, Colômbia, Afeganistão, Mônica Lewinsk, tudo fazia parte da fração “América Livre”, os demais americanos do meio-oeste continuaram a cultuar a guerra e a cultivar os campos….até hoje.

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