Tenho pesquisado continuamente na internet um assunto que iniciei nas postagens a partir de “Lixo e Luxo”, desde abril deste ano. A ideia básica que move esta pesquisa se refere ao aproveitamento das matérias-primas orgânicas para produção de plástico (notadamente o bagaço de cana), juntamente a utilização de microorganismos para decomposição dos plásticos (ver o blog “Degradação dos plásticos- sequência de "Lixo e Luxo" de 14 de abril ). A motivação real é a criação de indústrias especializadas nestas duas direções: a produção orgânica de plásticos e a decomposição (reaproveitamento, se possível) destes.
Reconhecemos que o momento atual, tanto do ponto econômico quanto político e geopolítico, é oportuno e não gostaria de ver, como vi pessoalmente ao longo destes sessenta e tantos anos, mais uma oportunidade perdida. Como se diz, “mais um vôo de galinha”.
Do ponto de vista econômico brasileiro temos agora oportunidades. Mas também do ponto de vista político brasileiro vejo que temos que ultrapassar os empecilhos sempre criados pela direita, como aliás secularmente o fizeram desde o falanstério de Santa Catarina, passando pela Fábrica do Galeão com o “Muniz-M7” até chegar na quase demolição da Embraer. Vencidos os obstáculos, o que se apresenta então: a recuperação das indústrias de base, pois sem elas não será possível galgar a escala tecnológica. É ilusão imaginar que se dedicar a quinta geração eletrônica, aeronáutica etc...sem ter, uma siderurgia/metalurgia por exemplo, que lhes dê sustentação técnica e econômica. Como fabricar um motor a jato aeronáutico, mesmo o mais simples, sem dominar a fundição de metais de alta resistência térmica (tungstênio, molibdênio por ex.)? Esta recuperação nos leva a demanda de capital, que até o momento só serviu para engordar o improdutivo, especulador, etc...etc...“o tal mercado”. Cabe então a pergunta: Onde buscá-lo? Internamente? Internacionalmente? Em ambas as origens seria a resposta mais óbvia: BNDES e NBD.
Não podemos deixar passar esta oportunidade de ter duas fontes de financiamento sem ter que empenhar a alma, como seria o caso do FMI. Talvez possa ser a última chance de acordar e se “levantar do berço esplêndido” a que nos impuseram e ainda impõe (quem?) desde o utópico falanstério do Saí até os dias de hoje, quando nossa mídia discute futilidades e a escatologia de senhoras arruaceiras. É agora ou nunca.
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