Ontem externei a opinião que não dava para confiar mais nos países poderosos do norte, mesmo “sendo um pobre rapaz latino americano sem dinheiro no banco, sem parentes importantes e vindo do interior...etc.. ”, como dizia maravilhosamente o gênio musical Belchior. A saída, diria eu, brasileira e nossa, latino-americana, é lutar pela sobrevivência e pela Soberania. Pois o império do norte e seus antepassados estão ruindo, não apenas economicamente, mas moralmente. Há mais de um século, como relatei nos dois últimos blogs, os árabes foram traídos vilmente e hoje, para justificar domínio de reservas petrolíferas, terras raras inter alia, as ditas democracias são capazes dos mais vis e degradantes atos; o genocídio na Palestina é o mais atual e mais obsceno retrato da moral que guia estes países.
Não podemos é esquecer entretanto que o domínio que tais nações impuseram as demais foi conseguido com o auxílio e participação de traidores e sátrapas destas nações. Tivemos recentemente no Brasil exemplos gritantes como Collor, Temer, Moro et caterva. A lista de traidores não se esgota nestes pois, se considerarmos os jornalistas pagos pela mídia de aluguel e ainda parlamentares de triste espetáculo, militares de alta patente, a lista é longa mesmo.
O que nos incomoda, daí sermos chamados de subdesenvolvidos no sentido pejorativo, é a acomodação passiva e indulgente para quem os explora nesse imenso cenário geopolítico. Temos até quem diga que com domingo ensolarado e, parafraseando Barbosa Lima Sobrinho, uma bela feijoada regada a caipirinha não há subversivo que resista. Em outras palavras, ainda não estaria na nossa zeitgeist a rebelião, ainda que passiva, em direção à conquista definitiva de nossa soberania.
Será mesmo ? Ainda me pergunto, pois as consequências sociais desta dominação são cada vez mais funestas: violência urbana, distribuição de renda imoral, degradação de instituições…;a lista é preocupante. Mas, ao fim e ao cabo, sabemos que não há saída senão levantar a cabeça, tomar riscos e desafiar o destino imposto pelos covardes. Para isso temos a missão de clarear a consciência coletiva, mudar as ideias dos conformados e “criar” a ideia de soberania. Afinal, como dizia Apparicio Torelly, o “Barãu de Itararé”: Não é triste mudar de ideias. Triste é não ter ideias para mudar" . Portanto, vamos em frente e como cantam os franceses: Allons, enfants de la Patrie Le jour de gloire est arrivé. Se lá conseguiram, conseguiremos também.
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