sábado, 26 de julho de 2025

Só temos uma escolha

 Complementando blog anterior, lamentavelmente esqueci de mencionar que aqui no Brasil, financiadores dos nossos deputados, os defensores do “estado mínimo” gozam de isenção fiscal no valor de quase um trilhão de reais. Não têm um mínimo de moral para estabelecer um debate sobre aquela questão sobre o nacionalismo; tampouco esta questão trafega na esfera geopolítica. Trata-se de oportunismo pura e simples apoiado pela mídia de aluguel. Simples assim.

Andei ocupado com as sobras da obra na casa e não acompanhei amiúde a repercussão do “tarifaço” de Trump...Que aliás é apoiado pelas hienas de plantão, sejam elas jornalistas pagos ou mesmo “pensadores” intelectuais. Mas, como dizia John Locke que considerava as ações dos homens as melhores intérpretes dos seus pensamentos, o ato de apoio as ações de Trump revela plenamente o que sentem e o que pensam sobre nossa soberania. Aliás nem fazem ideia do que seja soberania, pois não a consideram na sua própria personalidade: Mas o que fazer? Fazem, na democracia, parte da “opinião pública”.

Entendemos que o que hoje chamamos de opinião pública nada mais é do que a percepção mediana das incertezas lançadas nas mentes; dos que dançam conforme a música e daqueles que sequer a escutam. Trump fez o favor de ajudar a separar bem estes dois lados no baile que vivemos. Há muito, pelo menos desde os tempos da minha juventude, que aqueles que buscam tocar a soberania na forma mais variada de sua rapsódia, mas com o coração, são julgados insanos. Como dizia Nietzche, são julgados insanos por aqueles que sequer conseguem escutá-la.

Hoje, melhor que ontem, (desde os tempos da torpe e ignóbil Lava-Jato que, pela sua ação maligna, acabou levando ao suicídio o reitor Luiz Carlos Cancellier, se não houvesse mais destruição, só essa ação já justificaria a absoluta censura daquele público que “tem opinião” entreguista) Trump ajudou a desnudar a fantasia que, no passado recente, já levou a mais de setecentos mil mortes, pelo deboche e pelo descaso com a pandemia. Perto dessa demência social que já vivemos o entreguismo de hoje parece até ingênuo. Mas a ira de Trump nos ajudou e ainda ajuda e ajudará a separar bem os que buscam a soberania, daqueles que pouco a valorizam e mesmo tampouco a entendem.

Quanto aos que no passado apoiavam abertamente tortura e ditadura e hoje, que contraste, reclamam clemência, tolerância e, pasmem, isenção e justiça só posso dizer que o ato de traição está exposto para aqueles que, sem senso de soberania, autoestima e desprezo pelo povo brasileiro (pobre, preto, subdesenvolvido, indolente que não gosta de trabalhar, e tantas outras que Sérgio Buarque de Holanda enfeitou com a “cordialidade”) tentam atemorizar com as ameaças e as consequências funestas.

As máscaras caíram e não dá mais para esconder: - Trump atacou no ponto mais fraco da corrente sul-global (BRICS). Ou escolhemos a soberania, ou perenizamos o estupro social.



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