Aqui pelas nossas terras brasiliensis o ânimo está melhorando, após a marcha que democrática e juridicamente conseguimos empreender em direção à nossa institucionalidade e consequente soberania, quando o Supremo Tribunal Federal, quintessência do conservadorismo, como soe a Justiça e seus tribunais, reconheceu a criminalidade que a choldra do militarismo fez crescer no meio da sociedade primitiva e conservadora; primitiva politicamente e conservadora culturalmente.
Só não houve comemoração maior porque a tristeza de ter chegado a quinta colocação nas eliminatórias da Copa do Mundo só não superou a do “7 x 1” de 2014 para Alemanha.
Falando em Alemanha andei aprofundando informações sobre o episódio de “jamming” ou “spoofing” no sinal do GPS do avião de Dona Úrsula Von der Leyne. Este último episódio não foi o primeiro, pois já houve outros e, ao que parece, acontece preferencialmente quando esta senhora está a bordo. Ou seja, a espetacularização do episódio é direcionada.
Mas deixando de lado o tema daquela senhora (só voltei a ele para complementar informação) devo aprofundar a referência a Alemanha para pontuar a questão dos drones que invadiram o território da Polônia e que provocou indignados discursos e movimentações de tropas da OTAN.
Ao observar o mapa ucraniano (notoriamente obtido da inteligência norte-americana) do ataque russo a Ucrânia efetuado na última terça-feira, dia 09 de setembro, podemos concluir que tal invasão ao território polonês não foi a de um drone que “fugiu ao controle” mas de uma ação deliberada de teste, pois é possível contar 14 drones, ... todos eles desarmados.
Ou seja, sabendo os russos, inter alia, que a Polônia há muito está desejosa da recuperação dos territórios com predominância da língua polonesa na Galícia Ucrânia, qualquer evento extraordinário pode ser um pretexto para retomada, ou mesmo uma certa independência política ...Como reagiria diante do testea principal potência da região, a Alemanha? Esta sim é que interessa; eis as questões inerentes ao teste:
Considerando a situação que Merz de ter de conciliar o programa de direita de remoção dos excessos do “estado do bem estar social” e assunção das despesas militares, já reclamados pelos EUA (basta rememorar o discurso de Vance).
Considerando a crescente cobrança por boa parte do eleitorado do próprio CDU.
Considerando a situação da “energia”, após o evento “explosão dos NordStream I e II.
Considerando ainda a incapacidade de uma transição normal no governo da Ucrânia, já que o Ze lensky, coisa de Zé, não arreda pé.
Qual seria a resposta da Alemanha?
O que se pode inferir é a percepção de que os governos da UE dos três estados, UK, França, Itália (os demais nem contam) estão envolvidos com problemas político-econômicos ainda mais complexos que a Alemanha e a dita “resposta militar”, que outrora era jogada nas costas do povo americano, agora terá de ser assumida com todo o seu peso pelos europeus. Já não há mais almoço grátis. Por isso Trump deve ter agradecido ao Putin lá em Anchorage...”Bote tenência nesses cabras europeus, chega de boa vida”. Ou seja: Quem mandou os europeus violarem Minsk I e Minsk II? Chegou a hora de tirar as crianças da sala.

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