Após rever posições de diversas origens sobre o triste episódio da “Invasão do alemão”. Tirando aquelas que politizaram, tal como o governador do Rio de Janeiro que ordenou e concebeu tal operação, só podemos entender que deveremos deixar tal assunto para aqueles que, profissionalmente têm esta responsabilidade; ...e que merecem confiança. A vida que segue…
O que queria mesmo é fazer justiça a Sra. Ursula Van de Leyne, (que tanto critiquei e critico) pela sua participação na COP30. Vemos que a posição europeia em relação a questão ecológica muito difere da posição americana. Fazer justiça significa se desculpar. Aliás temos ao longo da vida que agradecer e pedir desculpa sempre a todos, e a todas, que nos apoiaram e ajudaram e mesmo aos que nos criticaram ou atacaram. Só evoluímos assim. Evidentemente a Sra. Úrsula nem sabe que eu existo, mas eu sei, e deveria mesmo saber na minha idade, que para viver, e sobreviver, temos que cuidar da própria evolução.
Voltando a questão ecológica, resolvi transcrever os resultados das pesquisas feitas na internet na busca pela aplicação de tecnologia bioquímica aplicada ao tratamento dos resíduos plásticos. Junte-se a esta a lista do que anteriormente publiquei e mencionei na postagem anterior1.
1. A Revolução das Enzimas: PETases : O foco está em enzimas que quebram o PET (polietileno tereftalato), comum em garrafas e embalagens.
Descoberta e Engenharia de Enzimas Mais Eficientes:
FAST-PETase (2022): Pesquisadores da Universidade do Texas desenvolveram uma enzima PETase (chamada FAST-PETase) que é extremamente eficiente e funciona a temperaturas mais baixas (inferiores a 50°C). A grande notícia é que ela é capaz de despolimerizar o plástico em 24 horas, um tempo recorde. A aplicação urbana seria em reatores enzimáticos para decompor resíduos plásticos coletados seletivamente.
PETases Hibridadas: Pesquisadores combinam PETases com outras enzimas, como MHETases, para criar "superenzimas" que quebram o PET de forma mais completa e rápida. Isso aumenta a eficiência do processo, tornando-o mais viável economicamente.
Foco na Aplicação Prática e Economia Circular: A pesquisa agora não é só sobre quebrar o plástico, mas em reciclá-lo de forma infinita (upcycling). As enzimas desmontam o plástico em seus "tijolos" de construção (monômeros), que podem ser purificados e usados para produzir novo plástico de qualidade virgem. Isso fecha o ciclo e é superior à reciclagem mecânica tradicional, que degrada a qualidade do material.
Empresas startups como a Carbios (França) estão na vanguarda Elas já inauguraram uma planta-piloto e têm parcerias com grandes corporações (como L'Oréal e Nestlé) para demonstrar a viabilidade do processo em escala industrial.
2. Expansão para Outros Tipos de Plástico
Enquanto as PETases roubam a cena, há avanços importantes com outros plásticos problemáticos:
Poliestireno (PS) e Poliolefinas (PE, PP): Estes são os maiores desafios, por serem muito estáveis. No entanto, há relatos de fungos e bactérias (ex.: Aspergillus tubingensis) e de enzimas específicas que começam a mostrar capacidade de degradar ou modificar essas moléculas, embora em ritmo mais lento.
3. Microrganismos "Come-plástico" e Consórcios Microbianos
Além de enzimas isoladas, pesquisas com microrganismos inteiros continuam avançando:
Vermicompostagem Avançada: Estudos exploram o uso de minhocas em conjunto com microrganismos específicos que pré-digerem o plástico. O sistema de digestão das minhocas acelera a fragmentação e expõe o material a uma comunidade microbiana diversa que pode biodegradá-lo.
4. Aplicações Práticas em Ambientes Urbanos
Como essas inovações podem ser aplicadas nas cidades?
Centros de Triagem e Reciclagem de Alta Tecnologia: Instalações de reciclagem municipais poderiam incorporar reatores enzimáticos para processar plásticos de difícil reciclagem (como embalagens multicamadas ou PET contaminado), transformando-os em matéria-prima valiosa, em vez de enviá-los para aterro ou incineração.
Biorremediação de Aterros Sanitários: Inocular aterros com consórcios microbianos especializados para acelerar a degradação de plásticos que já estão descartados, reduzindo seu tempo de permanência no ambiente de séculos para décadas.
Tratamento de Resíduos Orgânicos Contaminados: Compostagens urbanas frequentemente lidam com plásticos que contaminam o lixo orgânico. O uso de microrganismos que atacam ambos os materiais poderia melhorar a eficiência do processo e a qualidade do composto final.
5. Desafio e Perspectiva Futura
Escala e Custo: O maior desafio é tornar os processos bioquímicos rápidos e baratos o suficiente para competir com a produção de plástico novo.
Mistura de Plásticos: Resíduos urbanos são uma mistura complexa. Separar e tratar cada tipo de plástico com uma enzima específica ainda é um entrave logístico e econômico.
Condições Ambientais: A maioria das enzimas de alto desempenho requer condições controladas (temperatura, pH). Desenvolver variedades que funcionem em condições ambientes é um objetivo crucial que está sendo perseguido pelos nossos cientistas.
Neste momento que hospedamos a COP30 toda ênfase tem que ser dada ao tema: Ecologia não é mais luxo, requer a atenção de todos, antes que a Terra nos dê um basta.
1 2025 : “Lixo e Luxo” – 01/04, “Tem é que querer”- 02/04, “Quem sabe?” -04/04, “Degradação dos Plásticos” -14/04, “Shejin ou Sísifo”-18/04, “Já é uma questão de sobrevivência mesmo” – 23/04, “Tem macuco no embornal”- 30/04 e “Responsabilidade” de 14/10.
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