quinta-feira, 9 de abril de 2026

Isenção ou covardia?

 Fiquei estas duas semanas dando tratos a bola, como se diz vulgarmente, para entender o que poderia sinteticamente se projetar quando a trapalhada do TRUMP, no ataque ao IRAN em meio a conversações diplomáticas viesse a ter, se não um fim, um desdobramento minimamente racional, ou previsível.

Entendi e entendo que do ponto de vista militar o desdobramento natural do “boots-on-the-ground”; ou seja o desembarque de tropas e temrritório iraniano seria um desastre; as perdas seriam muito maiores que o ganho militar, ou seja, milhares de vítimas, uma Gallípoli moderna. Basta ver no Google as paisagens da costa meridional do Iran, escarpas intransponíveis.

Parece não restar dúvidas que um novo cenário será construído doravante, pois o degrau dado no preço do petróleo dificilmente o levará aos valores de antes. E na colimação dos fatores econômicos que serão afetados uma questão fica evidente: a dependência do petróleo e dos fertilizantes baratos da Rússia, a superprodução agrícola brasileira, a pressão política e popular para que a Europa restaure os NordSteam I e II e a acomodação tectônica das diversas camadas políticas, principalmente a republicana, no cenário americano, ficando Trump meio à deriva até as eleições. Ou seja, haverá mudanças sim, mas a polaridade USA-China continua e novas correntes de poder procurarão novos leitos por onde correr, visto que:

. a America Latina sozinha não acomodará a pressão da Casa Branca. O que dirá a Europa.

. a China continuará a convergência para a estatização juntamente às resultantes dos investimentos em IA, miniaturização e produção própria de chips.

. a relativização de Taiwan como produtora de chips, pois novas soluções de fabricação já estão aparentes na China.

. a mudança de orientação política na Índia, pois Narenda Modi termina sua trajetória.

A que mais mantenho atenção neste cenário então é obviamente a que nos afetará, política e economicamente. Quanto a política estamos muito próximo as eleições e logo teremos estabelecido um rumo mais estável; mesmo com a baixaria da extrema direita, que não tem mais seu totem. Quanto a econômica, teremos ( e torço para isso ) uma nova fase de industrialização com a manutenção e a expansão do agro.

Qanto a este ultimo até recomendo assitir no Youtube ao vídeo, a aqui já comentada expansão do trigo-d-serrado.: https://www.youtube.com/watch?v=pUvyaIFw9-Q

No mais é tomar partido, pois a atual zeitgeist, não nos permite o luxo da isenção.


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