terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

Canta Cazuza

Hoje (24/02/14)  vai haver uma manifestação na ABI-Associação Brasileira de Imprensa no Rio de Janeiro, à favor da Petrobrás; ou melhor, à favor da nossa Soberania sobre o petróleo. Amanhã haverá outra no Clube de Engenharia, onde engenheiros, OAB e várias organizações também se manifestarão contra a atual crise, palavra escolhida pela mídia alugada para criar uma real crise.
Se existe crise, e existe sim, esta foi criada nos Estados Unidos e na Europa para a manutenção de um bem-estar à custa de povos que se estiolam para produzir alimentos, minérios, e até petróleo para serem consumidos no conforto de seus frios invernos. E veja que ainda assim existe uma grande mendicância nos EUA. 

Qualquer ser com um mínimo de inteligência, e ética também, perceberá que as coisas liberais, ou ditas liberais, não estão funcionando como deviam ou não merecem este nome. Obviamente que chamar de liberalismo a economia do papel e do juro, não passa de um eufemismo para esconder a manipulação do capital e dos meios de formação de opinião para justificar a espoliação pura e simples do trabalho.

O que estão hoje a trombetear as manchetes são mensagens que fazem parte da estratégia de desestabilização de um Governo  eleito democraticamente pelo Povo Brasileiro. Fora desta perspectiva estará desnudada a intenção de golpe. Já o fizeram há cinquenta anos, e deu certo; porque não fazê-lo agora ?

Agora, ver a justiça (deveria usar maiúscula, mas...)  metida nesta molecagem, fazendo papel de bobo da corte é muito triste. Só se explica esta pantomima pela exacerbação do preconceito e de falta de espírito público. A busca pela punição de corruptos é mais do que justa, mas é isto mesmo que está acontecendo ? Basta ver que há políticos blindados para provar e justificar a pantomima. 

Não dá mais para especular e gastar lógica quando a realidade se desnuda à nossa frente; temos que nos manifestar e protestar em alto em bom som: - Vamos trabalhar pelo bem da Nação, parar com este golpe cinicamente articulado e fazer o Brasil crescer.  Condições sócio-econômicas não faltam para voltar a cresce, temos 200 milhões de bocas para alimentar, recursos naturais, petróleo inclusive. O ingresso de investimentos produtivos oriundos da Europa e da China nos últimos dois meses provam sobejamente as oportunidades. Não há mais o que discutir: Povo na rua e vamo que vamo... 
Brasil mostra tua cara. Canta Cazuza, canta..

Não me convidaram 
Pra essa festa pobre 
Que os homens armaram pra me convencer 
A pagar sem ver 
Toda essa droga 
Que já vem malhada antes de eu nascer 
Não me ofereceram 
Nem um cigarro 
Fiquei na porta estacionando os carros

Não me elegeram
Chefe de nada
O meu cartão de crédito é uma navalha

Brasil Mostra tua cara
Quero ver quem paga 
Pra gente ficar assim 

Brasil 
Qual é o teu negócio?
O nome do teu sócio? 
Confia em mim

Não me sortearam
A garota do Fantástico
Não me subornaram
Será que é o meu fim?

Ver TV a cores
Na taba de um índio
Programada pra só dizer "sim, sim"

Brasil Mostra a tua cara
Quero ver quem paga
Pra gente ficar assim
Brasil Qual é o teu negócio?
O nome do teu sócio?
Confia em mim 

Grande pátria desimportante
Em nenhum instante
Eu vou te trair
Não vou te trair

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

Já passou do tempo

Em meio ao carnaval "folie" que já mencionei em outro blog ( texto, fica melhor ), murmurando lembrei-me de Elizete Cardoso cantando com todos os seus "errres" sensualíssimos, o samba de carnaval de Luiz Antônio e Odemar Magalhães; não lembro o ano mas acho que foi lá por 50/60. A letra do samba dizia:
Vai barracão
Pendurado no morro
E pedindo socorro
A cidade a seus pés

Vai barracão
Tua voz eu escuto
Não te esqueço um minuto
Porque sei quem tu és 

Veja que "o barracão" já pedia socorro "a cidade aos seus pés" há mais de cinquenta anos. E ainda há gente que teima em não socorrê-lo mesmo nos dias de hoje. E gritam por moralidade...

Somente uma frase caberia agora: ora, vão se .... Deixa pra lá.

Acabou-se a folia

Já faz um tempo Chico Buarque, hoje homem maduro, cantou que se preparava "pra quando o carnaval chegar". Juntava energias, sugeria a letra, pra gastar desabridamente na folia. 
Como a palavra mesmo diz "folia", pode ser traduzida do francês "folie", loucura. E é inspirado nas loucuras de Carnaval que canto e escrevo "pra quando carnaval passar". 
É, observador desta "folie", desta loucura que estou assistindo, que deixo um pouco de lado as memórias e passo a interpretá-las.

Chegou a hora de dizer um basta a toda esta loucura insuflada, e financiada é óbvio, por uma mídia à serviço ( serviço por sinal muito bem pago ) pelas petroleiras e pelos interesses do império. Quando falo império, não falo apenas do império do capital, do Império Britânico, mas também do império da estultícia que vemos na Europa. Não apenas a Alemanha, a Espanha, mas também a Hungria que parece voltou aos tempos medievais, também a França. Mas por aqui temos de dar um basta.

Várias organizações de classe, a OAB, e várias outras entidades que congregam gente que está observando o carnaval midiático à preparar a tomada da Petrobrás, hoje, após o Carnaval, vêem que já passou dos limites do burlesco. Vão, ou melhor, vamos, parar com esta farra e botar o Brasil pra andar de novo e dizer àqueles a quem interessa a desordem para dar margem a tomada do poder de forma oportunista, tal qual a Aids, que esta terra tem dono, já dizia Sepé Tiarajú. 

Vamos preparar as ações "pra quando o Carnaval passar" e "botar o bloco na rua", a "marcha do justos", a "caravana da legalidade", a "passeata dos cem mil", tal como já fizemos em passado recente.
Hoje fazem 70 anos que os americanos fincaram a bandeira no Monte Suribati, após sangrenta luta.
Portanto eles tem motivos para comemorar, tal como nós que comemoramos agora a hora da verdade.
Vamos fincar nossa bandeira, para marcar nosso "território livre da democracia" (está escrito lá no Teatro Casagrande, dito por Tancredo Neves), para dizer que não somos bobos e há muito percebemos que o que está financiando toda esta encenação chama-se petróleo. Não vamos deixar destruírem o que nossos antepassados lutaram tanto para criar. Acabou o carnaval, acabou a aparente letargia, acabou a aparente imobilização.
Chegou a hora da verdade...todos para a rua.  







domingo, 22 de fevereiro de 2015

Á memória de um herói



Ontem fez setenta anos que este rapaz, Raul de Oliveira, o segundo da fila, de bigode, enfrentou com bravura, heroísmo, altruísmo, patriotismo a resistência nazista em Monte Castelo, para sobreviver e desfilar na Avenida Rio Branco, como mostra a foto, no dia 18 de julho de 1945, perante uma Pátria grata e orgulhosa.
Recebi dele muito carinho, sentei no seu colo para ouvir histórias da Segunda Guerra. Dele me recordo sem poder conter as lágrimas que ainda verto, pelo amor que me inculcou na alma, o amor pela Pátria. Pátria, este ente que, abstrato na concepção, é absolutamente concreto nas nossas ações e nas nossas  relações, na nossa existência.

Compartilho hoje com vocês, este sentimento que me moverá a marchar nesta mesma avenida, à honrar seus passos, para defender esta Pátria hoje agredida pelo deboche daqueles que querem entregá-la à qualquer preço a forasteiros, à custa de inocentes úteis, sem memórias, sem heróis, que acreditam nas venenosas e espertas cantilenas pseudo-moralistas. Ah, infames, nem imaginam que tipo de gente terão de enfrentar; brasileiros de verdade que saberão repetir os feitos de seus antepassados e de muitos que lutaram contra a dominação, contra a tortura, contra o entreguismo, e que hoje ainda formam a resistência pela soberania em honra à aqueles que há setenta anos ousaram ser livres.

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

Memória simples


A emoção que proporcionei a minha mulher ao iniciá-la no mundo da música clássica, melhor diria, música boa, já que posso inserir neste grupo e estilo a música folclórica, a música popular, a música de câmera e todo e qualquer estilo que mereça estar no álbum de memórias, ela me recompensou. Ainda vou falar de música popular, rever e-mails que enviei e homenagear artistas e compositores que fazem ou farão sucesso; e mesmo que não façam, assim considero. 
Mas agora quer falar da recompensa que ela me proporcionou quando, em tempos difíceis, pude escrever meu livro "A árvore de Acácia" e que tinha como sub-título "Aaron Hakodesh", que significa a "Arca Sagrada".
O título do livro, mesmo parecendo de natureza religiosa, versava sobre técnicas e engenharia de sistemas aplicadas à representação de produto, na forma de "bill-of-material" no âmbito dos sistemas de gestão industrial. A inspiração para tal nome veio da leitura do trecho bíblico Êx.25: 10-16 que aqui reproduzo:
  • Também farão uma arca de madeira de acácia; o seu comprimento será de dois côvados e meio, e a sua largura de um côvado e meio, e de um côvado e meio a sua altura. E cobri-la-á de ouro puro; por dentro e por fora a cobrirás; e farás sobre ela uma coroa de ouro ao redor;
  • E fundirás para ela quatro argolas de ouro, e as porás nos quatro cantos dela, duas argolas num lado dela, e duas argolas noutro lado.
  • E farás varas de madeira de acácia, e as cobrirás com ouro.
  • E colocarás as varas nas argolas, aos lados da arca, para se levar com elas a arca.
  • As varas estarão nas argolas da arca, não se tirarão dela.
  • Depois porás na arca o testemunho, que eu te darei.


Via a citação bíblica como a primeira referência a uma "lista-de-material", juntamente a "descrição-de-processo", que se constituem em módulos específicos de um sistema mais geral que ora chamamos de "ERP", oriundo dos "MRP" e "MRP II". Intrigante.

Evidentemente esta citação dá margem a extensa axiologia de outros temas, mesmo os religiosos. Mas o que mais me encantou foi a surpresa que tive, após achar que a "madeira de acácia", citada no trecho bíblico não se tratava-se de madeira-de-lei, rara. Ao assistir o programa de David Attenborough, "A vida secreta das plantas" este menciona o processo de propagação e inseminação desta árvore tão comum no ambiente da savana africana: o elefante ingere suas sementes e vai defecá-las intactas a mais de cinco quilômetros de distância, regando-as então com generoso banho de ureia, amônia e fornecimento de toda sorte de nitrogênio que sua urina pode oferecer. A acácia era espécie resistente e comum, rústica e aparentemente sem valor. Pude ler então o significado daquilo tudo. Quase como uma mensagem: "utilize o mais simples e mais comum e então o cubra de ouro" e mais adiante ", lá porás o meu testemunho".  Ou seja, falava da alma humana que simples, rústica, humilde pode carregar um valoroso testemunho.
Confesso que, após escrever quatrocentas páginas, dura e sofridamente reveladoras de intrincados algoritmos, complexas formulações,  a verdadeira lição, o verdadeiro saber  se resumia a seis curtos parágrafos. Não mais.
Demorei meses para aprender uma lição de seis curtos parágrafos. A lição era simples, e mesmo no âmbito da ciência, se lembrar-nos que o princípio reducionista da "navalha de Ockham" fora questionado por Kant e Leibniz, que não entenderam o espírito da coisa, veremos na prática a sua confirmação. Sistemas computacionais e seus programas serão mais precisos e menos sujeitos a falha e erro quão menos linhas contiverem. Quão mais curtos, tendem a ser mais precisos. Afinal o frade franciscano do século XIV, Willian de Ockham, já havia percebido tudo; dizia ele: - "Se em tudo o mais forem idênticas as várias explicações de um fenômeno, a mais simples é a melhor".

Dentro da extrema restrição de meu saber, tive de esperar anos, meses de escrita, para poder aprender a lição da simplicidade. Não pude aplicá-la no presente texto, mas foi o mínimo que pude fazer para reconhecer a recompensa de minha mulher por ouvir Joaquín Rodrigo. Foram meses e meses de sacrifício mas de extrema realização pessoal. Só hoje sabemos.   



segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

Memórias musicais IV

A memória, não a mais recente mas, com certeza, a mais importante data de 1987. No Theatro Municipal consegui passar o sentimento de musicófilo ( nem sei se existe esta palavra, mas expressa o amor à musica ) se encaixando perfeitamente no espectro de paixões de minha mulher; espectro este que divido com meu filho e as crianças. Gatos também.

Mas naquele dia pude oportunizar uma emoção com somente quem tenha sensibilidade aguçada e tenha a alma sofridamente acostumada à paixão. Tocou fundo na alma o "Concerto de Aranjuez", executado acho que pelo João Pedro Borges, não tenho certeza, mas que era um mestre no violão, isso tenho. Minha mulher não pode conter as lágrimas quando Joaquín Rodrigo expressa sofridamente seu amor  por Victoria. Assim reza a história. Ali todos os amores estavam expressos. Não fora à toa que muitos a versaram de forma popular. Sendo o mais famoso à cantá-la Charles Aznavour na adaptação de Richard Anthony. 

Para aqueles que não conhecem Richard Anthony sugiro uma visita a sua página na internet (http://richard-anthony.fr.gd/) que vim à descobrir, após vê-lo irreconhecível, faz tempo, no "Vivement Dimanche" de Michel Drucker na TV-5. Adorei saber que está vivo e cantando ainda. Este fabuloso cantor, dono de uma versatilidade incrível, além de uma enorme competência musical adaptou o "Concerto Aranjuez" para o popular "Mon Amour" que a voz de Charles Aznavour imortalizou. 

Esta memória posso compartilhar com muitos, pois sei que é terna e inesquecível. Mas gostaria de sugerir que ouvissem o "Aranjuez, mon Amour" na voz portuguesa de Amália Rodrigues. Você ouve de longe um fado português, com a variações mouras e então percebe uma intensa semelhança de sentimentos nestes nossos corações ibéricos. O concerto bem teria nascido um fado. Perdoem-me o trocadilho.



domingo, 8 de fevereiro de 2015

Entreato

Para entreato entre Memórias III e Memórias IV coloco o excerto de e-mail em novembro de 2014.

Passado o período de eleição, que mobilizou toda população em debates tão necessários, ainda que não concorde com a temática prevalente, vejo que não somente a memória fresca do embate e a não aceitação do resultado das urnas por parte de acólitos da extrema direita e também por parte de quem se diz centro, por vergonha até de se qualificar como direita mesmo, nos leva a assumir que as ameaças que sempre existiram à nossa independência e soberania, estão aí presentes mais do que nunca. 
Até nem haveria razão de não estar, e mesmo interromper o curso de sua ação de domínio, pois o resultado das urnas pouco importa aos verdadeiros mentores do processo de percolação de nossas bases; querem mesmo é que caia o edifício construído pelo Povo, sob o comando dos três últimos governos progressistas, desabe, para que se estabeleça o controle da nação.

Já havia mencionado Sun Tzu em comunicação recente, quando o citei..." o alerta para a alienação de um povo, como arma de conquista e de domínio". Toda forma de dominação implica em fragilizar primeiro. Sun Tzu também nos diz que "...em geral, na guerra a melhor política é tomar um Estado intacto; arruiná-lo é menos recomendável.".

É neste contexto que quero me fixar. Primeiramente, a temática que prevaleceu nos debates, na sua maioria, não foi absolutamente relacionada as verdadeiras causas da competição eleitoral. Não que considere fútil o debate sobre corrupção e sobre temas que, apesar de distantes, balizam a nossa escolha sobre a pessoa do postulante a governante e parlamentar. Mas a notória tentativa de desviar-se do tema principal que trata de soberania, de distribuição de riqueza, por parte do representante da direita, nos faz refletir sobre como daremos continuidade ao debate e, principalmente, ao esclarecimento sobre este tema à maior parte da população. Não porque esta não tenha já uma opinião, até porque já o expressou nas urnas. Mas uma grande parte nem faz a conexão que existe entre nossas dificuldades, presentes e passadas, e as causas alienígenas. Ainda pensa que a totalidade de nossas mazelas são inerentes a nossa condição sibalterna de povo vira-lata. 

É fácil perceber no discurso: «todo político é ladrão», «não tem mais jeito», «somos ainda muito atrasados», e por aí vai. E que frequentemente ouvimos da boca de gente que se considera instruída. Para alargar este tema até aconselho a leitura de um artigo hoje ( 1/11/2014 )  publicado no GGN, no endereço: http://jornalggn.com.br/fora-pauta/o-grito-doentio-da-intelectualidade-c rompida

Este tema me motiva a escrever, principalmente quando se percebe a próxima ação prática dos BRICS, talvez a única alternativa notável a hegemonia do FMI, como instrumento de ilição dos recursos econômicos e financeiros desde o pós-guerra. E, por decorrência, a hegemonia americana. 

Junte-se a este motivador importante, o resultado da ação do Itamaraty, que nos coloca, juntamente com os nossos irmãos sul-americanos, numa posição de independência e de esperança. Não aceitamos mais aqui no nosso continente rivalidades induzidas, tal como a experimentada no futebol com os argentinos; aliás os nossos mais importantes e mais próximos parceiros, tanto no plano comercial quanto no político. Não tenho autoridade, nem acadêmica, tampouco intelectual, para falar sobre o assunto da pactuação com nossos irmãos à oeste; mas a experiência de vida me autoriza dizer que toda aproximação que não fosse autorizada e chancelada pelas potências do norte, era abortada, se não abertamente criticada nos meios de comunicação, que de memória posso dizer, já eram dominados desde antes da Segunda Guerra, e passaram a exercer papel mais sabujo após a criação da Petrobrás, ato que custou a vida de Getúlio Vargas.

O que está por traz de tanta celeuma, para não dizer ódio, é esta insolência em ser soberano e querer lutar pela independência econômia através do único jeito possível que é fazendo a população menos pobre e menos miserável. Os outros temas são contraponto ao tema principal.

Posso até dizer que agora é que o confronto se iniciou, já que foram reveladas questões até então escamoteadas ao grande povo: distribuição de riqueza, proteção à nossas riquezas, agora em tom superlativo devido ao Pré-Sal, corrupção ( tema que foi levantado ma non troppo, pelas forças conservadoras, para não lembrar Demóstenes Torres et caterva ).

Deve-se ainda aduzir a questão da afirmação de nacionalidade através da proteção da Amazônia Verde, da Amazônia Azul, do nosso espaço. Estas coisas falam ao âmago da consciência do mais pobre e mais humilde e até do analfabeto. Mas engana-se quem pensa que este só pensa com a barriga. Quem expressa esta convicção, tal como FHC, não tem realmente contato qualquer com a massa trabalhadora. E se tem, repugna aceitá-la como parceira e compatriota; prefere achar outrem em Miami ou na Galeria Lafaiette. Se não, serve mesmo o Village Mall, ou o Eldorado.

E é aí que repousa o problema que tanto tento apresentar e equacionar. E é expressa na frase já mencionada de Sun Tzu que revela o âmago da questão da dominação, através de acólitos dentro da própria nação. Mas não estou instilando ódio e tampouco acho que seja uma estratégia vencedora ( o mesmo Sun Tzu disse também «Um soberano jamais deve colocar em ação um exército motivado pela raiva; um líder jamais deve iniciar uma guerra motivado pela ira.» ). 

O que estou agora querendo expressar é a necessidade de nós brasileiros nos mantermos em prontidão, pois a ameaça ainda permanece, o Pré-Sal lá está para ser protegido, a Amazonia Verde idem. A vitória somente será plenamente conseguida quando o debate político for travado pelo como proteger a riqueza do Povo e não se devemos proteger. Até lá temos que construir esta riqueza. Para tanto temos um preço a pagar, e retorno a Sun Tzu na sua sabedoria:

“A vitória está reservada para aqueles que estão dispostos a pagar o preço.”
Ainda é tempo de mobilização, ainda é tempo de caminhada, ainda é tempo de fazer.