quinta-feira, 10 de agosto de 2017

Contas Públicas, vergonha pública.

Na data de hoje vi este gráfico abaixo que foi publicado no blog Tijolaço (http://www.tijolaco.com.br/blog/). Pude reparar, ou me surpreender, já que não sou economista, nem tão bem informado nestes assuntos, que nos anos de 2010 e 2011 houve um aumento do resultado primário das contas públicas, que já era positivo. Não o relaciono com a dívida pública pois isto já são outros quinhentos e que merece uma avaliação e um texto mais detalhado. 
O que me surpreende mesmo é que nesta época as commodities já tinham tido uma desvalorização significativa. E evoluía o "Minha Casa Minha Vida", evoluía o PAC; e se investia, não o necessário, mas não estávamos paralisados.
Se é verdade que a economia passou a controlar a política nos tempos neoliberais, o que discordo, podemos constatar que no Brasil tal não aconteceu. A política nas suas diversas formas, incluindo a política mais abjeta das trocas de favores e coisas piores, dominou o cenário; tanto que convenceu as mentes mais desprovidas que dar-se-ia um golpe para "salvar a economia" com uma ponte para o futuro. Só não disseram que do outro lado da ponte era a terra da desgraça. Era a política da terra arrasada.
Aos fatos então.
O quadro abaixo deve auxiliar e servir para cobrar daqueles que foram às ruas cheios de ódio, para derrubar, desconstruir. Cobrar o estrago que fizeram.
Como bem se diz, uma figura vale mais que mil palavras.


segunda-feira, 7 de agosto de 2017

Arrecadação ?


Que este golpe, como os anteriores é óbvio, sempre contou com a "assistência técnica" dos mais interessados na escala global é mais do que notório também. Daqueles que, por circunstâncias e mesmo necessidade de manter a hegemonia, estão envolvidos em tudo que é conflito mundo afora, ou seja, nossos irmãos do norte, está mais do que óbvio...Agora, parar todo o país só para prender o Lula é sinal de extrema incompetência, irresponsabilidade e falta de patriotismo. Lá se foi o Submarino nuclear, Angra III e milhares de obras paradas...E milhões de empregos perdidos. Vai arrecadar o que ?

Passageiros para Miami, última chamada.

Antes  de fazer qualquer manifestação sobre a questão que tenho ouvido sendo posta por vários jornalistas e que tem corrido a blogosfera, procurei a reflexão. 

A questão se expressa na seguinte interrogação: - Por que o povo ainda não foi as ruas como em 2013, para dar o recado de sua insatisfação com o que está acontecendo no Brasil ?

Para responder esta questão, para o que aliás não me sinto preparado, mas não posso simplesmente fingir que não a escuto e já também a expresso, tenho que definir o "que está acontecendo". E para uma definição "do que es
tá acontecendo" não científica, sociológica, a faço apenas como cidadão do povo. Posso afirmar que o que está acontecendo é o desdobramento de um ataque, precedido por um ataque cibernético, a nossa frágil democracia e ao nosso frágil estamento político. Ataque este que teve como coadjuvantes os membros da quadrilha que hoje está desavergonhadamente se expondo sem o mínimo pudor. Desencadearam o golpe de estado aos novos moldes da "primavera árabe" e estão dando curso a este na forma da "reformas" ( como se fosse possível dar este nome ).

Parece óbvio que não foram apenas estes bandoleiros que propiciaram o ataque; havia a anuência daqueles ( inclua-se aí os empresários industriais principalmente ) que achavam estava saindo caro a remuneração do trabalho. Nem se davam conta que a sua aversão ao risco, juntamente a inação do Estado que, querendo ser mínimo em alguns pontos, renegava a pesquisa científica e a educação de massas. Como diz o povão "deu ruim". 
Sem uma economia orientada a trabalho, premiando o rentismo, sem uma estrutura que viabilizasse a ascensão social das massas trabalhadoras, não se construiu um Estado com a higidez suficiente para enfrentar crises, sejam estas financeiras, ou econômicas, ou internacionais. Ou seja, faltou resiliência a este todo que chamamos de Estado.

Pois bem, entendida a "situação', ou "o que está acontecendo",  irrompe então a pergunta: - Qual a motivação para o Povo "ir as ruas" ?
Para defender um Judiciário, auto-corrompido pelos seus próprios salários imorais diante a pobreza do povo ?
Para justificar Juízes e Ministros das cortes que fazem política partidária descaradamente ?
Para defender um Ministério Público que resolve também fazer política partidária ?
Ademais ao fato que nenhum desses seus representantes sofrem da escolha popular, como é o caso do Legislativo e do Executivo. São auto-geridos e auto-fiscalizados.

Após a diuturna arenga de corrupção, que foi ecoada ad nauseam pelos meios de comunicação, e pela saturação produzida pelas próprias redes sociais, que outrora levou milhões "as ruas" por preço de passagem  ( quanta ingenuidade ), ainda querem que o povo vá para as ruas ?

Até o mais sofisticado sistema de comunicação, o neuro-fisiológico, que transmite a sensação de dor, quando saturado deixa de transmitir esta sensação de dor, adormece. Imagine agora a diuturna campanha que foi feita para destituir a presidente eleita. Some-se a isso a sensação de arrependimento de muitos que foram bater panelas, e não podem, ou por vergonha, ou por vaidade, se redimir publicamente. Some-se a continuidade da pressão dos agentes privilegiados, os bancos e toda a cadeia de financistas, mercadores e trambiqueiros incluídos.

Alguém pensaria em sair de sua casa para protestar, tendo a mínima desconfiança que essa gente permaneceria impávida em seus privilégios ? Sejam estes financeiros ou procuradores, ou juíizes ?

Não, não esperem que isso ocorra. Apesar de ser extremamente perigoso deixar a pressão subir e este processo de demolição do Estado continuar.

Há de se reagir a "esta situação", mas não vamos exigir que o cidadão, que divide o dinheiro da passagem com o da refeição, vá novamente salvar este país.

Quando bater no fundo saberemos quem é capaz de sobreviver as vicissitudes da pobreza.

Quem quiser ir para Miami, que embarque agora; última chamada.

sexta-feira, 4 de agosto de 2017

"Brexit, Trump and others oddities"

Vejo que à esta altura dos acontecimentos, após denúncias, traições, delações falsas, delações verdadeiras e toda sorte de maldades e ataques a nossa soberania, a soberania do povo brasileiro, a quase totalidade deste mesmo povo não tem dúvida que houve um golpe e este golpe visa objetivamente estancar a marcha do desenvolvimento da soberania que se acelerava acompanhada pelos BRICS.

Do mais humilde ao mais lúcido cidadão, é sabido que o golpe foi perpetrado contra o povo. É consenso; ainda que muitos continuem externando o atávico ódio às classes sociais mais pobres, aos negros, aos mais humildes da escala social. 

Já faz isso há um bom tempo. Eu mesmo testemunho este comportamento desde 1954. Antes já se excluíam os "marmiteiros" do jogo político, nem se lhes dava voz. Getúlio Vargas vence as eleições em 1950 justamente com o apoio destes "marmiteiros"(1).  Era a confirmação da absoluta desfunção do tecido social: - pobres para um lado, o lado da grande maioria, e ricos pro outro; e uma classe média, ainda que pequena,  manipulada por vários instrumentos de formação de opinião, como sempre, ... como até hoje.

Lembro que desde a "Consolidação das Leis do Trabalho", que contrariara uma burguesia industrial, juntamente a aristocracia rural, em 1937, decorreram apenas treze anos para a eleição de Getúlio Vargas. Em função destes avanços sociais, as forças conservadoras, contrariadas, apoiadas confessadamente pelos irmãos do norte ( naquela época era mais de um, haviam as tecelagens inglesas ), tentaram derrubá-lo. Getúlio frusta este golpe com o custo da própria vida. Mais adiante, apenas dez anos depois, consumaram o golpe, à manu militare. Levaram quatro anos conspirando.

Havia um fator comum a naqueles movimentos conspiratórios; - o  que corria de comum durante estes anos de conspiração ? 
Pode-se perceber que durante os anos 30, a crise de 29 deixara o hemisfério norte diante de fome e miséria Chocou-se o ovo da serpente nazista.

Nós, desprovidos de indústrias, ficamos à mercê dos barões da agricultura. A CLT(2) se aplica apenas às cidades...nem Getúlio conseguira dobrar a força destes pelas armas. A revolução de 32  confirma a resistência conservadora.

No caudal de 30 e do pós guerra Getúlio força a industrialização. CSN, Petrobras (à força), CHESF. Tocou na ferida aberta: - o petróleo e a siderurgia. Pagou com a vida.
Logo depois, no pós guerra, o mundo se polariza com a Guerra Fria. Novamente, se utiliza as instituições representantes da classe conservadora para serem guardas-costas dos interesses internacionais.

Passaram-se então vinte anos de ditadura, sendo usados militares para gendarmes de seus interesses. E esses já estavam convencidos dos riscos da ousadia nacionalista. Nacionalista sim, ma non troppo(3).

O que era comum então nos nossos movimentos, golpes, quarteladas e temores ?

- A "cautio damnini infecti"(4) . Ou seja, que os vizinhos não atrapalhem nossos negócios. Em bons termos: - a conjuntura internacional e os saltos tecnológicos.

Ledo engano então admitir que somos tão senhores do nossos nariz. Se à época do New Deal, da Guerra Fria, éramos sensíveis e dependentes, o que dirá agora na época da transação bancária eletrônica, da rede social, da tecnologia do instantâneo que não temos e tampouco investimos para dominá-la.

E qual então a condição ambiental e política do momento ? - Simples assim: a falha da globalização como instrumento de formação e distribuição de riqueza. Pelo contrário, transformou-se em um perverso instrumentos de concentração de riqueza. Pergunte-se a Itália, a Portugal, a Irlanda, a Espanha, a Grécia e mesmo aos Estados Unidos.

Eis aí os dois fenômenos  que mostram o que a dinâmica da interdependência, da exploração de riquezas em escala mundial, provoca nos estados nacionais: - o Brexit e o Trump, ambos resultados do mesmo "déclenchmement"(5)O acionamento disfarçado do golpe nos interesses nacionais e o estupro na nacionalidade.

No nosso caso, ainda existe uma singularidade: o proxeneta utilizado serviu para presidente. A simple oddity.
Notas:1) episódio onde o udenista Eduardo Gomes dispensara o voto dos marmiteiros, uma alusão depreciativa aos trabalhadores.
2) CLT - Consolidação das Leis do Trabalho, promulgada em 1º de Maio de 1943.
3) ma non troppo - andamento musical, significa "mas não muito"
4) "cautio damnini infect - expressão jurídica, aqui utilizada de forma indireta e irônica:"Garantia que dá o          proprietário de prédio de que não irá ameaçar os direitos do vizinho"
5) déclenchmement: acionamento. Aqui utilizado como eufemismo vulgar para "ato de fecundação".

segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

Remexendo as gavetas

O assunto - "remexendo as gavetas", na verdade é expressão que, agora, na era eletrônica,  pode ser substituída por "remexendo os diretórios".
Estive então fazendo uma limpeza nos meus "pen-drives" e achei dois vídeos que muito dizem de causas e motivações do último golpe que a nação sofreu. Golpe que instalou no poder  uma quadrilha imensa que há muito estava sendo cevada pelas empresas ( estatais e não estatais, diga-se de passagem ), pois que em última instância quem paga cada centavo dos desvios, dos sobrepreços, é o contribuinte, e normalmente o mais desassistido, o mais pobre. Aliás, por isso e que é tão pobre.
Que este golpe, como os anteriores é óbvio, sempre contou com a "assistência técnica" dos mais interessados na escala global é mais do que notório também. Daqueles que, por circunstâncias e mesmo necessidade de manter a hegemonia, estão envolvidos em tudo que é conflito mundo afora, ou seja, nossos irmãos do norte, "the northern brothers". ( não quiz dizer "yankee brothers" mesmo, pois é outra coisa e que irei dissecar em oportunidade quando então comentar "Brexit, Trump and others oddities")

Mas o anúncio da entrega esgarçada da Base de Alcântara (MA) feita pelo (chanceller, rsrsrsr) Serra, onde militares brasileiros estariam à postos para lavar as privadas e outras atividades de apoio, há muito vem sendo perseguida por quem tem de botar a maquininha de 1.800.000 Hp´s para colocar no espaço satélites, de comunicação civil, militar etc..., com uma economia de mais de 2/3 de combustível. Nada menos que 250.000 litros de hidrogênio líquido e 75.000 litros de oxigênio líquido. Imagina a economia à cada lançamento; vale qualquer golpe, já que os seus lacaios, sicarios, sabujos saem barato, qualquer que seja a cotação de dólar.
Assistam.

​Os mais interessados no tema da modernização do F5 podem gostar deste vídeo da TV Band​.

Agora, vejam o que os rapazes do norte não seriam capazes no caso do PROSUB, onde o Almte. Othon tinha que comprar (sem licitação é óbvio) n0 mercado negro, itens de equipamentos nucleares. ...Foi condenado pelo Moro a 43 anos de cadeia (nem Fernandinho Beiramar). A quem serve o Sr. Moro?
Conheço pessoalmente cientista nuclear, que trabalhou em Iperó, e que teve de "esconder" dados,  à época do Sarney, do Collor, do FHC, senão...estes iriam cair na mão de outrem.
Vejam o vídeo e tirem as suas conclusões.

terça-feira, 17 de janeiro de 2017

Reflexão no metrõ

Bom dia amigos

Hoje pela manhã, lá pelas 06:00 h, na minha leitura de metrô, vazio com aquelas figuras sonolentas de trabalhadores da madrugada que voltavam para casa, todos descendo na Central para ainda encarar um trem para Japerí, Queimados, Belford Roxo e adjacências ( só mais uns minutinhos, uns 60, 70, isso quando não atrasa ), os fiquei comparando com o objeto da leitura, um artigo do Professor Luiz Belluzzo, "As armadilhas do dinheiro". No artigo, a uma certa altura  cita um estudo do Board of Governors do FED, aquele banco central  "independente" que sacou 700 bilhões de dólares do povo americano para comprar títulos privados tão podres, que o cheiro acabou chegando até aqui. Lá citava o estudo:

 "...em relação à turbulência financeira e ao rompimento do crédito associado à crise financeira global, corporações procuraram ativamente aumentar recursos líquidos a fim de acumular ativos financeiros e reforçar seus balanços. Se este tipo de cautela das empresas tem sido relevante, isto pode ter conduzido a investimentos mais frágeis do que normalmente esperado e ajuda a explicar a fraqueza da recuperação da economia global...descobrimos que a contraparte do declínio nos recursos voltados para investimentos são as elevações nos pagamentos para investidores sob forma de dividendos e recompra das próprias ações e..., em menor extensão, acumulação líquida elevada de ativos financeiros".

Traduzindo, o Fed diz clara e insofismavelmente que durante a crise, esta se realimentou do próprio crédito. Ou seja, banco fabricando dinheiro e o Tesouro dos países, todos, inclusive a América, tendo de cobrir, com dinheiro do contribuinte, é claro, o buraco deixado pelos ...que não trabalham. Simples assim.

E aqui para engabelar os mais ingênuos, e tentar comprar à preço de ocasião, a nossa riqueza material e imaterial, desmontam-se empreiteiras, Petrobrás, simples escritórios de engenharia, para-se a construção do submarino nuclear, etc....à guiza de que somos corruptos por natureza;  à menos de uma minoria que pouco se dá se a economia vai parar, se vamos perder empregos, se haverá um recrudescimento do crime, do roubo de rua. 
Pouco importa, o importante é dar continuidade a lavagem cerebral que anda em curso já faz um bom tempo.

E é bom lembrar, já vai fazer um ano que o Marcelo Odebrecht está preso. Por causa de corrupção ? Só um ingênuo recalcitrante pode acreditar. O mais perigoso meliante preso pela polícia, não fica à disposição tanto tempo. 

Está mais do que claro que a "nossa" crise há muito deixou de ser econômica ( financeira sim ) e tem os mais deslavados motivos politiqueiros enraizados na estratégia do NSA, Pentágono, CIA, etc...
Digo financeira e não econômica, pois acabamos de pagar mais de 500 bilhões de juros, gerando o déficit nominal dos 613 bilhões. Ou seja 500 bilhões subtraídos do dinheiro público para pagar os financiadores da própria crise ( eufemismo para : "a construção da arapuca pra pegar o produto do trabalho" ). Isto sim, é corrupção.

Contra fatos, diz o ditado, não há argumentos. 

Um abraço do Zé

la punizione è inevitabile

Era tutto questo periodo insufficiente per la riflessione e il pentimento? Basta solo un po 'di maturità e ragionamento.

L'arte è massime espressioni di umanità​. 

Dunque, il telaio mostra una "famiglia" veramente unita. 
E il "capo" guardia i ricordi della persona amata.
 Non voleva un "Rinascimento"?

Agora aguenta a Máfia, ou vá bater panela.
Ou então aprenda que ódio só gera ódio, e aprenda a conviver com os diferentes, com os mais pobres; pois é deles que depende teu sustento agora ​e para sempre, já que a tua aposentadoria foi pro ralo (a não ser que tu sejas juiz, desembargador, ou mesmo militar). 


Mira a tua obra.