segunda-feira, 15 de setembro de 2025

Quem virá agora?

 Ontem 150.000 cidadãos ingleses foram para as ruas reclamar dos imigrantes e pedindo a cabeça do Trabalhista Starmer. Não tendo como voltar ao status de potência colonial e diminuindo os índices de qualidade de vida, principalmente depois do BREXIT, é de se esperar que tal manifestação seja inevitável, dado as condições de estado democrático, mas não evitando um final de pancadaria e prisões.

O que vem realmente empurrando o Reino Unido para uma posição de desconforto social e decadência é a intransigência neoliberal inaugurada pela administração Tatcher, pois migração a partir das colônias sempre houve desde os tempos vitorianos.

A perda das indústrias britânicas de alta tecnologia primeiramente em direção aos Estados Unidos e posteriormente para o oriente, antes até da China de Deng Xiaoping, esta sim é que iniciou este processo. Lembremo-nos que Tatcher ao privatizar serviços essenciais, que agora têm de ser retornados, iniciou um crescimento do desemprego que nem a imigração conseguiu reverter.

Se não bastasse essa realidade (a decadência acelerada do Better Life Index da OCDE) os últimos governos não se opõe colocar seu militares a participar das aventuras bélicas iniciadas pelos americanos, sem se importar em pagar aos americanos aluguel para manter os ICBM´s e arvorar em potência militar se prestando a enviar “instrutores” para Ucrânia, para serem sacrificados inutilmente. 

Cabe até a pergunta: Será que Boris Johnson, ao boicotar o acordo de paz que ucranianos e russos já haviam construído em Istambul em maio de 2022, pretendia pegar os espólios da Ucrânia, sabendo da inevitável destruição? Tendo a acreditar que sim.

Se observarmos a situação política do Reino Unido, depois do desastre do BREXIT, através do tempo de permanência dos gabinetes veremos que os cidadãos britânicos mantiveram os “conservadores” 1durante mais de vinte oito anos, de Tatcher até o final de Tony Blair. Depois Gordon Brown e David Cameron se equilibraram como puderam. Só faltou mesmo o BREXIT para sacramentar o projeto “Demolição UK”. Cabe a pergunta então: - A quem interessa a submissão do Reino Unido, centenário aliado das dinastias árabes? Há de se refletir sobre o complicado jogo do poder. Mas o que pessoalmente muito lamento é que a partir de 31 de janeiro de 2020 sacramentou-se a transformação do império, com todos os seus defeitos e contradições, num ajudante de ordens apenas. O BREXIT, o epitáfio da decadência iniciada pela Tory Tatcher. Quem virá agora?

1 Não estou falando do Partido Conservador, pois Tony Blair, Trabalhista, andou metido na Gurra do Iraque.

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