Hoje estou realmente convicto que haverá, por parte do governo Trump, algo que levará a uma moratória, pelo menos interna; pois se o fizer no plano externo, no intuito de prejudicar os que entesouraram os títulos americanos, as consequências serão catastróficas externa e internamente; não acredito que o farão. Mas para alcançar autoridade para esta medida arriscada interna o governo americano terá de vencer algumas barreiras políticas, todas elas com potencial representação no congresso: o complexo industrial militar que consome uma generosa fatia do orçamento, os enfadonhos neocons herdeiros de Sarah Palin e Pat Buchanan e aqueles que depois de 2008 querem recuperar suas avarezas perdidas a qualquer custo.
Tanto o atual governo republicano, quanto os democratas sabem que perderam a corrida tecnológica e que as consequências da nefasta financeirização que tomou conta da economia, empurrando indústrias importantes para o extremo oriente na busca de “trabalho escravo” como diziam, implicaria em um tempo muito maior que os quatro (ou oito) anos para retomá-las, mesmo com investimento e participação estatal, tal como fizeram com Elon Musk e as autarquias federais. Ocorre que aqueles antes mencionados neoliberais renhidos nem querem ouvir falar de recuperação com a participação estatal; é coisa de comunista assim devem pensar. Só há então uma saída para Trump e seu movimento MAGA great again: fazê-lo à força. Daí ter já externado aqui que Trump terá de buscar à qualquer preço uma saída institucional que lhe ampare. Mas aí vem a inexorável pergunta: - Dará tempo nestes quatro anos? E ainda tem de arrastar a velha e cansada Europa, com suas aspirações oníricas no G7.
Para responder a questão colocada somente o tempo nos dirá, e esse tempo está se esgotando. Até lá Israel já trucidou milhões de crianças; Taiwan já jurou fidelidade a Peking; os ucranianos conseguiram botar generais corruptos, oportunistas e banderistas para fora; Macron vai querer incorporar a Alemanha, o Reino Unido e o planeta Marte; Milei se exilou em El Salvador; Charles III exilou Thomas Bowles, contra a vontade de Camilla, para a Ilha de Ascenção ou Pitcairn; e Lula já com cem anos estará com uma tesão de vinte, como ele mesmo diz, sorry.
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