Fiquei acompanhando os acontecimentos políticos desde as duas últimas semanas; nenhuma novidade. A direita, fantasiada de “centrão”, alcunha para os notórios, que os lusitanos chamam de fajardos, larápios do erário, através de um eufemismo denominado “emendas participativas” que tiram da boca dos brasileiros. Literalmente tiram da boca, minguando a merenda escolar, a comida dos hospitais públicos e até do rancho nos quartéis, como já o fizera FHC. Manobras parlamentares, as mais abjetas, na tentativa de salvar comparsas, discursos diversionistas...tudo para tirar a atenção da manobrável consciência popular, sabidamente sensível aos discursos da imprensa de aluguel. Afinal ano que vem teremos eleições e, quem sabe, esta direita incensada pelo capital especulativo (hoje especulativo é eufemismo mesmo, após a operação “Carbono oculto” pode-se chamar dinheiro sujo) consiga interromper o ciclo desenvolvimentista que experimentamos no presente.
Realmente minha atenção se concentrou nos temas que me expresso neste blog: a próxima evolução tecnológica na fabricação de chips e a urgente tecnologia de aproveitamento e “destruição criativa”, desculpe a analogia, dos plásticos.
Quanto ao primeiro caso, as novas tecnologias de construção de chips, tenho observado já na internet, diversas notícias, vídeos, etc...referente aos recentes avanços na substituição da técnica de litofotografia 2D -EUV (litografia ultravioleta extrema), baseada em duas dimensões, por nova para a tecnologia 3D e substituição de transmissão elétrica de sinais por transmissão ótica, isto é, sem a limitação térmica inerente a elétrica.
Além destas mencionadas temos notícia da reutilização das tecnologias anteriores capitaneadas pelas japonesas Canon e Nikon. Estas, baseadas na tecnologia DUV de impressão em substrato de silício (ainda) viabilizam economicamente as versões anteriores. Com esse passo, tanto a Canon quanto a Nikon dão base a um novo espectro de tecnologias de produção e de especificidades de aplicação, que viabilizam indústrias antes impensáveis de produção de eletrônicos. Recentemente a Huawey anuncia uma nova tecnologia que busca maximizar a aplicação neural com as plataformas "HarmonyOS + Kunpeng + Ascend" que oferece não apenas o hardware mas um ecossistema integrado:
Kunpeng: CPUs para servidores baseadas em ARM
Ascend: Chips de IA para data centers e edge computing
HarmonyOS: Sistema operacional que aproveita hardware especializado
As conclusões a que chego são, apesar de superficiais, absolutamente prováveis:
1. Em menos de cinco anos estaremos dispondo de uma gama de ofertas de tecnologias além das restrições da oferta EUV, liberando fornecedores de equipamentos de produção de chips além da ASML, hoje única utilizando EUV. Além dessas a utilização de datacenter´s utilizando transmissão ótica os liberariam das restrições de energia impostas pela geração térmica.
2. Oportunizariam a expansão das aplicações de chips analógicos, a exemplo da CEITEC, com isso minimizando custos e expandindo o espectro de aplicações.
Quanto a segunda, a “destruição construtiva” dos plásticos, principalmente as garrafas PET, é notável a pesquisa na USP na busca e modificação de enzimas (chamadas PETases e MHETases) que conseguem "quebrar" as longas cadeias do PET em seus blocos fundamentais (ácido tereftálico - PTA - e etilenoglicol - EG), que podem ser reaproveitados, agregando valor com novos produtos, viabilizando indústrias e novos empregos.
Ou seja, sempre podemos mais, basta perder aquele complexo que Nelson Rodrigues bem o caracterizou e deu nome.
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