domingo, 23 de março de 2025

Domingo, um dia especial

 Seria absolutamente ingênuo na minha idade, aceitar passivamente inverdades que se cristalizaram com o passar dos tempos. Em relação a uma verdade em especial tive, paracendo até descortês, que retrucar uma mensagem que meu amigo, zelador do condomínio onde moro,  me enviou desejando um "Feliz domingo". Para retrucar o desejo de feliz domingo, externei a minha opinião sobre a etmologia da palavra. Trago aqui uma definição extraída do wikipédia:

A palavra é originária do latim dies dominicus ou dominica, que significa 'dia do Senhor, o domingo' (em vez do latim dies solis 'dia do sol').[8][9] Existe, nessa mesma acepção, em castelhano (domingo), italiano (domenica), francês (dimanche) e em todas as línguas românicas.
Povos pagãos antigos reverenciavam seus deuses dedicando este dia ao astro Sol, o que marca a denominação deste dia em inglês Sunday(Dia do Sol) e alemão (Sonntag), com o significado de "Dia do Sol".

Nada mais improvável dizer que significa "dia do Senhor". Na minha humilde opinião, domenica, deriva de domus, do latim "casa". Ou seja, o significado real seria: "dia de ficar em casa".

Como o nome deste dia foi imposto pelo imperador romano, Teodósio I, trocando o nome do deus pagão "sol" pelo "dies dominica", logo após o Concilio de Niceia em 380 da era comum, fica uma questão sim:_ o dies dominica seria o dia de ficar em casa. 

Agora pergunto: "Quem poderia ficar em casa, sem trabalhar, um dia sequer? Somente os senhores; os escravos trabalhavem de sol a sol todos os dias. Nada mais enganoso e falso dizer que domingo deriva do dia do Senhor, com letra maiúscula. Domingo foi criado como dia do senhor romano que, este sim, tinha escravos a lhes servir, como se diz hoje, 7 por 24; ou seja, o tempo todo. 

 E tal situação de exploração persistiu até o passado próximo . No livro A Situação da Classe Trabalhadora na Inglaterra livro  de 1864 dos mais conhecidos de Friedrich Engels. (Die Lage der Arbeitenden Klasse in England), que relata a situação de terrível exploração do trabalho de mulheres, crianças de tenra idade, em condições desumanas sete dias por semana, permitindo-se apenas a ida ao serviço religioso no domingo cujo clero, este conivente com a nobreza, elegia a "nobreza do trabalho"; não muito diferente do que se escreveu, bem menos de um século depois,  no frontispício de Auschwitz, "O trabalho liberta" - "Arbeit macht frei". 

Para que este texto não signifique apenas um discurso ideológico, posto aqui a informação que, ao assumir ser síndico no condomínio onde moro, no município de Nova Friburgo, no ano de 2022, mais de mil e seiscentos anos depois do Concílio de Niceia, encontrei o zelador a que me referí no início deste texto trabalhando, além dos dias úteis, aos domingos e feriados. Excusado dizer que dei um fim imediato a esta prática ilegal, imoral e deletéria. 

Corre agora quando escrevo o ano de 2025 da era comum, neste dia de domingo. Ficamos com a pergunta:  Quanto ainda falta para se chegar ao que o Senhor de Nazaré, que pagou com a vida e sofrimento por ter se insurgido contra os sábios de Jerusalém, conluiados com os romanos, poder hegemônico da época, pregava: a simples justiça social? Que os cristãos de hoje, seguidores daquele preso político, torturado e sacrificado, tenham neste domingo a consciência do significado deste dia. 

Esta é a minha humilde colaboração.

sábado, 22 de março de 2025

Alemanha e "Equilíbrio Fiscal"

 Tenho que fazer a pergunta, após ver na imprensa internacional a liberação, por parte do novo governo da Alemanha, de oitocentos bilhões de euros, fora do orçamento(https://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/rfi/2025/03/05/entenda-a-guinada-historica-da-alemanha-e-dos-europeus-nos-gastos-bilionarios-com-defesa.htm). Equilíbrio fiscal ainda está na moda?

 E a implacável cobrança que a Alemanha de Angela Merkel fez a Grécia de Yanis Varoufakis? Citava a higidez fiscal, citava a deficit orçamentário e não perdoou um centavo sequer. 

Hoje, seja para gastar em armamento na Ucrânia, seja para recuperar as indústrias alemãs, que o déficit vá as favas. Esse discurso de déficit zero era em outros tempos para enganar os trouxas que acreditavam nessas aberrações econômicas, tiradas de cursos de economia fajutas.

Ocorre que a intolerância com que trataram a Grécia, acabou por arrastar Portugal, Itália, Irlanda, Espanha para uma situação financeira que, não somente inibiu investimentos públicos, cujos resultados  hoje fazem falta, mas também desequilibrou a economia mundial em 2008 a ponto de levá-la a uma crise que, como era de se esperar, já que os rios correm para o mar, veio desaguar seus resultados na economia americana. Afora os erros megalomaníacos, não fora a intervenção do Estado americano, a crise ter-se-ia prolongado. Até quando?

Mas, quando Angela Merkel, fulminou Varoufakys, sopravam os ventos do neoliberalismo, este, nada mais que um eufemismo para repetir as políticas aplicadas pelos países centrais, ainda nos anos 30 do século XX, escaldados estavam pela crise de 29. Há ainda os estragos causados pela dupla Reagan-Tatcher, esses, recentes á época e badalados pelos neófitos. Recolhi na internet uma charge muito engraçada que sintetisa o espírito crítico (depois que a tempestade passou é claro)
Mas não posso deixar de trazer este tema para os nossos tempos brasileiros. Só que aqui, diferentemente da situação da Alemanha de Merkel, o tal do equilíbrio fiscal que alardeam, nada mais é que uma manobra política encomendada ao Parlamento, retrato fiel de uma geração despolitizada e inculta mesmo, para manter privilégios da "turma da bufunfa", como diz  Paulo Nogueira Batista Jr. ( cujo pai tive a honra, ainda garoto, de conhecer pela mão de minha saudosa Tia Lalica no Itamaraty ). Discursos com um economês "tatibitati", que denunciam pouca leitura, e reflexão menos ainda, repetem fórmulas já atropeladas pelos países centrais. Que o diga o atual Chancelar Alemão. 
Aconselho a leitura de uma entrevista da Profa. Mariana Matzzucato, (cujo endereço anexo a seguir) cujo título é: "Para guerra o dinheiro aparece do nada".https://www.ihu.unisinos.br/categorias/645211-para-a-guerra-o-dinheiro-surge-do-nada-entrevista-com-mariana-mazzucato
Fica uma pergunta terrível: Será que, para  nós brasileiros, uma guerra nos salvaria dessa parvoíce esperta e aproveitadora apelidada de  "equilíbrio fiscal", que a tantos tontos engana?

domingo, 5 de março de 2023

O Brasil, Lula e a paz

         Posso dizer que me animo com a iniciativa do Presidente Lula de patrocinar um acordo de paz no atual conflito na Ucrânia, no legítimo interesse de uma nação pacífica e que já mostrou desde o século IX a sua capacidade de intermediação, de  participar de forças de paz da ONU, de  estar presente e ensejando a paz, ainda que negociada. Já houve contendores que até desapareceram e as missões ainda permanecem, vai entender. Mas nossa vaidade de um Itamaraty é justa e compreensível e se estende  também aos nossos negociadores militares. 
        Lembro o General Santos Cruz, que mesmo ano passado foi lembrado pela ONU para a missão de investigação do episódio da Prisão de Olenivka na Ucrânia. 
        A lista de nossas missões e esforços pela paz é grande, muitas este general chefiou (Congo, Angola, Namíbia, El Salvador,  Líbano, Timor Leste, as várias guerras -Equador/Peru, Colômbia/Venezuela, a crise pelo Canal de Beagle - Argentina/Chile, Argentina/Inglaterra, República Dominicana; sem contar a contribuição do saudoso pernambucano Mario Gibson Barbosa que espontânea e pessoalmente oferecia a residência em Washington para conversas secretas e extra-oficiais entre vietnamitas e americanos. Minha saudosa Tia Lalica, funcionária já decana do Itamaraty à época, testemunhara e mesmo auxiliava nos encontros. Foi ela este relato.
    Por mais que alguns brasileiros por desinformação ou mesmo por espírito fraco não apoiem a iniciativa atual para alcançar a paz na Ucrânia, que desde 2014 tem sido destruída, tal iniciativa já está dando frutos. Quem viver verá.
     Há ainda intermediações históricas só fui saber, quando num esforço louvável, a Fundação Alexandre de Gusmão instalou solitariamente um "stand" na gare da Estação Pedro II (Central do Brasil) e me permitiu o acesso a obras maravilhosas sobre a diplomacia brasileira. Hoje sei que tais intermediações datam do tempo império...Caberia um texto elucidativo e uma visita a página da livraria da Fundação (https://funag.gov.br/loja-nova/) cujas obras, muito baratas, podem melhorar a percepção da intenção do presente texto.
    Tenho  até uma motivação pessoal nesta iniciativa de paz, pois acho que deixando seguir este conflito, como qualquer outro, acabará por contaminar outros países, pois que existem cizânias presentes e adormecidas (em todos países fronteiriços)  que logo irão aflorar e  desencadear mais sofrimento:- Tenho parentes vivendo na Europa. Mesmo que não os tivesse, a simples visão dessa multidão de  mortos já motivaria apoiar a iniciativa. Sabendo então da capacidade que tem o Itamaraty de cumprir esta missão...
    Lembro que existem tensões que podem aflorar e se transformar em conflitos de fato. Lembro a Catalunha; o Kosovo; a Transcarpatia que já sinaliza alguns conflitos fronteiriços; a Escócia já em 2014, junto com a Praça Maidan  (https://www.jn.pt/mundo/confrontos-em-glasgow-apos-vitoria-do-nao-na-escocia-4135459.html) já mostrava as tensões então"subterrâneas"; Bulgaria e Romênia também não ficaram atras. Mas temo mesmo, profundamente, é pela Alemanha, pois o testemunho de minha sobrinha-neta alemã nata, com síndrome do pânico, já motiva, junto à minha tristeza o meu apoio a iniciativa.
    Mas estou animado, basta parar de atirar; estão aí as Coréias, do Sul e do Norte : jamais assinaram um acordo de paz. Vivem o cessar-fogo desde 1953. Tinha oito anos de idade, mas ainda guardo na memória a edição no rádio do Repórter Esso, ...minhas tias em casa, era um sábado; as lágrimas correram, pois a memória recente de seu irmão  (1945) ainda latejava. Só para lembrar : https://www.youtube.com/watch?v=9dLkENGteMI.
    

terça-feira, 28 de fevereiro de 2023

ERP, recuperação industrial.

    É oportuno, ao falar de ERP, da própria recuperação industrial, já que estes sistemas só evoluirão caso exista demanda que justifique pesquisa e evolução dos atuais e futuros sistemas ERP, estejam estes baseados em tecnologia vigente ou mesmo em novas técnicas de aprendizado de máquina. Sugiro aqui a leitura da entrevista do Sr. Dan Ioshpe, Presidente do Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Tecnológico (IEDI) em https://noticias.portaldaindustria.com.br/entrevistas/dan-ioshpe/so-a-recuperacao-industrial-promove-crescimento-sustentado/
    Ali ele faz quatro sugestões apontando a direção para se iniciar e recuperação e e adiciona agenda de produtividade e competitividade. 
    Apesar de concordar com o que foi dito na entrevista confesso que senti falta de ênfase do elemento educação. Deve ser lembrado que neste aspecto o SESI já preenche os requisitos educacionais para o desenvolvimento, mas ainda se exige maior fomento na educação técnica e gerenci al. E como diz o entrevistado (lembrando: Presidente do Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Tecnológico (IEDI)):
"Portanto, é preciso um trabalho conjunto entre a iniciativa privada e o setor público, com mais ênfase deste último naqueles projetos de difícil viabilidade econômica, mas que também são importantes para o desenvolvimento social do país, como já se fez no passado"

    Concluo que, dar um passo na direção do investimento no desenvolvimento do mercado de sistemas ERP é condição sine qua para a sobrevivência das empresas deste mercado. Caso contrário assistiremos a entrada de sistemas estrangeiros que acabarão por dominar fatia relevante, principalmente no segmento das empresas internacionais. Como aliás já vivenciei no passado, mesmo durante o "milagre brasileiro" dos anos 70/80.

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2023

Ainda sobre ERP: a importância do BOM

        É oportuno  rever alguns conceitos do ERP/MRP-II para que não se cometa erros de interpretação ao longo deste processo de projeção em direção a uma nova perspectiva orientada ao "aprendizado de máquina" que irá incorporar as  faculdades de ajustes e de validação de planos, diante de "desvios" e restrições, sejam estes quantitativos, de prazos e até de valores financeiros. 

        Há uma funcionalidade no ERP que considero a mais importante no processo de evolução desde a contribuição de Orlicky, a Lista-de-Material, que denominarei de BOM (Bill-of-Material).  Por que considero a mais importante ?  Porque  estabelece na relação Produto-Componente a relação causal do processo produtivo. Foi a partir de Orlicky que tudo começou.

        É na BOM que se representa em síntese o processo produtivo e a síntese também da tecnologia aplicada.

        Quando se estabelece a ligação "pai-filho", ou seja produto ou conjunto, com as quantidades de uso, podem ser ainda representadas as tolerâncias e também os itens filhos "by-product", ou seja aqueles que nascem no processo, tal como cavacos (sucatas) e subprodutos de reações, podendo estes até serem comercializados. 

        Além dos "ajustes" quantitativos ainda são possíveis aqueles que afetam tempo de produção, tempos de preparação (aquecimento, limpeza, ajuste, montagens etc...-set-up) e tempos de desmontagens (limpeza, etc... -set-down). O tratamento as estas variações é elemento fulcral da adaptabilidade e  utilidade do cálculo de necessidades de material e do planejamento de material e produção como um todo.

 
     No diagrama apresentado pode se observar do lado esquerdo os elementos cadastrais e aqueles que refletem o conhecimento fabril e da engenharia do produto. Nele se encontram então  o Cadastro de Material e a Lista-de-Material (BOM). A síntese do conhecimento do produto está nestes dois "arquivos".

      Exercido o cálculo de necessidades (demandas dependentes) e efetuadas as ações de suprimento, sejam, que no diagrama estão representadas no lado direito do diagrama (em tom cinza).

    Não está neste diagrama apresentado o elemento ou elementos funcionais que servem aos usuários e representam as ações: recebimentos e entregas; isto é recebimentos de materiais e entregas de produtos. É neste momento que "ocorrem" os desvios. Capturar tais desvios, no tempo e nas quantidades, será a missão primária do aprendizado. Conclui-se que quão mais "precisa" for a BOM, boa ou melhor será a cadeia de aprendizado. Em síntese: O conhecimento será realimentado e aposto nas quantidades e tolerâncias da BOM.

domingo, 19 de fevereiro de 2023

ERP/MRP, aprendizado e estrutura de dados (cont.)

Antes mesmo de dar continuidade lógica, é necessário apor alguns adendos e correções.

O primeiro, até imperdoável, é não ter dado crédito ao meu dileto amigo, que atende pelo  carinhoso apelido de Bulinha, cientista de dados, doutorando do IME, que validou ideias e perdoou simplificações. Ficam aqui então as necessárias desculpas e créditos.

É necessário também rever o esquema original para poder detalhar (explodir) o que está representado como Planejamento da Demanda (Hn) e estará posteriormente apresentado



O que aqui está sinteticamente representado como Planejamento de Demanda é aqui esquematizado.

Deve ser notado que os componentes cadastrais e funcionais mantem-se na forma original. Se futuras construções de sistemas vierem a ser produzidas na tecnologia sgbd NoSQL então nova esquematização de dados será necessária. Entretanto acreditamos que deverá haver um passo misto intermediário  que preserve a esquematização ao lado.

O atual estado-da-arte previlegia as funcionalidades front-end que apoiam a gestão tanto com automatismos quanto análises de situação. 

        Mas com o advento do "aprendizado de máquina", mesmo mantendo esta esquematização, um maior nível de detalhamento referente ao esquema anterior ainda terá que ser elaborado.

            Também novas práticas de gestão serão exigidas. Relacionamentos cliente-fornecedor terão de evoluir, buscando maior fidelidade para que novas cadeias de suprimento sejam mais estáveis. O regime cultural inerente a competição exigirá mudanças que subsistem no estrato social e que obrigará maiores investimentos no desenvolvimento dos sistemas.  Mas o passo a frente pressupõe desequilíbrio, deslocamentos, visão a frente, vontade de caminhar. O ponto essencial agora é definir as funções e  objetivos. Vamos caminhando.


sexta-feira, 17 de fevereiro de 2023

ERP/MRP, aprendizado e estrutura de dados.

         Dando sequência ao texto anterior, onde mencionamos a acumulação de experiência por parte dos analistas e controladores de estoque e de produção, temos agora de dar curso a análise e a estruturação dos dados pertinentes ao resultado do processo, ou da "rodada", de cálculo das necessidades de material, mrp propriamente dito. 

A formatação típica dos dados nos sistemas está assim representada  "Planejamento"(ver 8/12/22):
    .número de controle do processo; 
    .código ou número do item material; 
    .tipo de registro ( ordem de: suprimento, demanda), 
    .quantidade  requerida, 
    .quantidade completada, 
    .data/hora, 
    .origem (pegging em alguns textos),  i.e. número de controle ou o item conjunto, produto,                                                                     etc.. que originou tal demanda.
    . status: dependendo do sistema de controle das ordens, seja de suprimento, seja de demanda

          Desta forma os sistemas registram a demanda dependente (do filho) ligando ao produto ou conjunto (pai) que a gerou calculando quantidades e prazos a partir da Lista-de-Material e do Cadastro do Item.

        Esta é a forma tradicional e típica, podendo haver variações de formato, como os sistemas ERP/MRP registram os dados dinâmicos, seja de ordens de produção/compras  ou seja das demandas derivadas, que vão sendo atualizados   ao longo do processo de produção e compras.   Atualmente os sistemas ERP, na sua maioria, utilizam sgbd´s (sistema de gestão de banco de dados) de tecnologia SQL(structured query language). O que vamos agora sugerir, para dar curso ao processo de aprendizado de máquina, é reproduzir esta estrutura apresentada, podendo manter-se aquela instalada pertinente ao sistema, por uma adicional, ou mesmo substituindo-a, por outra baseada em sgbd nonSQL, preferencialmente os orientados a coluna, que não utilizam a estrutura de tabelas e cujo registro representa todo o caminho de dependência utilizado no cálculo, não dependendo do pegging já mencionado. A razão de se utilizar tal estrutura se deve a capacidade fornecer os dados ao processo de aprendizado, já que liga a demanda independente, a que origina as Análises de Horizonte (ver texto de 8/12/22) ao item mais elementar (matéria prima) passando por todos os níveis da estrutura do produto, representada na Lista-de-Material.

                           

        Assumindo o grafico acima representando a Lista-de-Material, sendo R's os produtos finais, C's os conjuntos e subconjuntos e M's as matérias primas. podendo todos se interligarem, assim seria a representação resultante do registro  do Planejamento.

                                    { (Mi, qtde, data, Cj, qtde, data, Rn, qtde) }

        Nesta representação acima se apresenta a concatenação de uma "M" Matéria prima, ao "C" Conjunto, ou Conjuntos, com as respectivas quantidades e datas necessárias, e por sua vez, tais Conjuntos ligando os "R" produtos que  o geraram. Ou seja, em vez de representar o "pegging" que é a ligação entre as demandas derivadas e as Ordens de Suprimento, calculadas ou já firmadas, se representa toda a cadeia que gerou a demanda em último nível.
       O motivo desta representação e o respectivo registro, utilizando um sistema de gestão banco de dados não relacional, ou noSQL(*), se deve ao fato que o acesso repetitivo no processo de "aprender" é facilitado e ademais deste fato existe ainda a comparação que será efetuada com as transações pertinentes a este determinado Planejamento, ou seja, o último; desta forma medindo os "desvios", seja estes nas respectivas quantidade, ou nas datas de requisição e completação das ordens de suprimento. No diagrama da emissão de 8/12/22 se representa a necessária estrutura funcional para medição dos "desvios", sejam estes perdas, atrasos, trocas, afetando a validade dos vindouros planos de produção ou mesmo ensaios. A medição dos "desvios" nos diversos Planejamentos ao longo do tempo é que irão (backpropagation) "ensinar" como se comporta a produção e a compra a partir das componentes estocásticas inerentes ao processo produtivo e logístico.
        É oportuno aqui se mencionar a experiência já mencionada em texto anterior da empresa de mineração que deriva ainda a Qualidade do "produto", dentro do contexto KQt. Neste caso a medição dos "desvios"  também "ensina" ao sistema a tendência e a inércia do processo (pilhas de minério) guiando as cadeias seguintes no tempo, (ou melhor as anteriores), das fases de produção.
           No texto seguinte vamos representar a cadeia de aprendizado.

(*)  Já ha vários fornecedores, mas o que é mencionado neste estudo é a estrutura JSON.