Seria absolutamente ingênuo na minha idade, aceitar passivamente inverdades que se cristalizaram com o passar dos tempos. Em relação a uma verdade em especial tive, paracendo até descortês, que retrucar uma mensagem que meu amigo, zelador do condomínio onde moro, me enviou desejando um "Feliz domingo". Para retrucar o desejo de feliz domingo, externei a minha opinião sobre a etmologia da palavra. Trago aqui uma definição extraída do wikipédia:
Nada mais improvável dizer que significa "dia do Senhor". Na minha humilde opinião, domenica, deriva de domus, do latim "casa". Ou seja, o significado real seria: "dia de ficar em casa".
Como o nome deste dia foi imposto pelo imperador romano, Teodósio I, trocando o nome do deus pagão "sol" pelo "dies dominica", logo após o Concilio de Niceia em 380 da era comum, fica uma questão sim:_ o dies dominica seria o dia de ficar em casa.
Agora pergunto: "Quem poderia ficar em casa, sem trabalhar, um dia sequer? Somente os senhores; os escravos trabalhavem de sol a sol todos os dias. Nada mais enganoso e falso dizer que domingo deriva do dia do Senhor, com letra maiúscula. Domingo foi criado como dia do senhor romano que, este sim, tinha escravos a lhes servir, como se diz hoje, 7 por 24; ou seja, o tempo todo.
E tal situação de exploração persistiu até o passado próximo . No livro A Situação da Classe Trabalhadora na Inglaterra livro de 1864 dos mais conhecidos de Friedrich Engels. (Die Lage der Arbeitenden Klasse in England), que relata a situação de terrível exploração do trabalho de mulheres, crianças de tenra idade, em condições desumanas sete dias por semana, permitindo-se apenas a ida ao serviço religioso no domingo cujo clero, este conivente com a nobreza, elegia a "nobreza do trabalho"; não muito diferente do que se escreveu, bem menos de um século depois, no frontispício de Auschwitz, "O trabalho liberta" - "Arbeit macht frei".
Para que este texto não signifique apenas um discurso ideológico, posto aqui a informação que, ao assumir ser síndico no condomínio onde moro, no município de Nova Friburgo, no ano de 2022, mais de mil e seiscentos anos depois do Concílio de Niceia, encontrei o zelador a que me referí no início deste texto trabalhando, além dos dias úteis, aos domingos e feriados. Excusado dizer que dei um fim imediato a esta prática ilegal, imoral e deletéria.
Corre agora quando escrevo o ano de 2025 da era comum, neste dia de domingo. Ficamos com a pergunta: Quanto ainda falta para se chegar ao que o Senhor de Nazaré, que pagou com a vida e sofrimento por ter se insurgido contra os sábios de Jerusalém, conluiados com os romanos, poder hegemônico da época, pregava: a simples justiça social? Que os cristãos de hoje, seguidores daquele preso político, torturado e sacrificado, tenham neste domingo a consciência do significado deste dia.
Esta é a minha humilde colaboração.
Parabéns! Bom domingo meu amigo e irmão em Cristo.
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