Vejo em recente publicação (https://www.blogger.com/blog/post/edit/7714812914870144096/3643943140453545578) a notícia do desenvolvimento na Coreia do Sul, a geração de chips quânticos baseado em camada 2D de substrato de dissulfeto de molibdênio (MoS2) no lugar do Silício, com espessura de um átomo. Se combinarmos a matéria do blog anterior, onde comento as novas técnicas de produção de chips, que se estende desde a permanência comercial das versões pré-nano até a versão 3D e a substituição de corrente elétrica por feixe de luz, com esta última, podemos inferir a proximidade de um salto tecnológico equivalente à aquela experimentada quando se saltou do transistor para os processadores Intel 8080, passando pelo 4040 que dá início a era da miniaturização dos “chips”. As vantagens trazidas pela aplicação desta tecnologia micr-chip são tão grandes que nem dá para aqui se aquilatar, basta ver o tamanho e a potência dos smart-phones que estamos usando.
Com isso percebemos a proximidade do novo patamar tecnológico que advirá.
Podemos antever que a utilização de dissulfeto de molibdênio (MoS2) irá expandir uma demanda de molibdênio que se obtém desde a mineração do cobre, este já escasseando suas jazidas, ou melhor, diminuindo o teor de cobre das jazidas atuais, e com isto imporá um custo inicial que justificará a manutenção, durante um bom tempo, do silício como substrato. Assim a opção por construções 3D terá uma vantagem, sobre esta anunciada 2D, que requer muito maior precisão com custo inicial bem maior; inclusive o custo ecológico. O maior deles o custo da água. Água que se gasta enormemente no processo de produção dos “waffles”.
Temos que lembrar ainda que mesmo o silício, que é abundante na crosta terrestre, teve demanda predatória nos séculos IXX e XX, (tanto para construção civil quanto para produção de garrafas), destruindo praias fluviais, principalmente no continente europeu e também contaminando a água. Os principais rios da Europa tiveram problemas de destruição de margens e alta turbidez. Esta componente ecológica hoje tem notória importância, tanto do ponto de vista de custo, quanto do ponto de vista social.
Esta componente social, ou melhor, política e social, tem no presente uma importância diferenciada já que, junto com a expansão das capacidades humanas mímicas da tecnologia, se abre neste século uma janela de oportunidade com o advento do movimento ecológico e do multilateralismo, ainda que tendo de vencer a “natureza guerreira e dominadora”, inerente a nossa memória límbica de homem caçador dominante sobre o coletor e que nos empurra para a guerra e a dominação; como que imitando o demiurgo. O refinamento de nossas capacidades criativas e dominadoras sobre a natureza tem neste século um ponto de inflexão, mas que continua a depender da mãe solo; tanto que lutamos e morremos por ela, Gaia; cheia de molibdênio, lítio, silício, prata, nióbio, urânio, titânio, cobre, ferro, ouro e ...água.