segunda-feira, 19 de maio de 2025

Nem boas maneiras mais...

 A reação da direita brasileira através dos órgãos da imprensa mainstream há muito deixou de ser oposição, passou a ser algo que beira o desespero, senão a estultícia. A reação desta aos acordos assinados entre China e Brasil, obviamente úteis aos dois países traz aspectos absolutamente estranhos aos interesses nacionais brasileiros e demonstra a absoluta dependência aos interesses americanos; (ia dizer atlanticistas, mas seria impreciso). Visto do ponto de vista da política de controle e gestão das redes sociais e demais produtos de internet nos demais países ocidentais, não temos nenhuma política pública que possa se dizer restritiva; daí a imensa quantidade do conteúdo inútil e pernicioso com que nos defrontamos. Mas os serviços úteis, produtivos e que auxiliam na evolução social, estão demonstrando que fazem parte de um novo patamar civilizacional. Parece que os jornalões brasileiros, mesmo dependendo e defendendo interesses internacionais, nem conseguem enxergar a sua trajetória declinante em direção ao esquecimento e ao consequente fim.

No espectro dos grupos brasileiros temos exemplos de sobra que mostram a predominância daqueles que tiveram acesso ao rádio e a televisão. E mesmo estes, com a acesso a rádio e tv, quando diante de concorrência e disputa política tiveram fim, visto terem perdido a sua mais importante missão: a definitiva utilidade pública. Aqui citamos dez exemplos dos principais grupos da imprensa, incluindo aqueles com rádio e tv que existiam no século XX, que chegamos a conhecer; lendo e assistindo.

1. Diários Associados (em declínio no século XX)

  • Fundado por Assis Chateaubriand (Chatô), foi o maior conglomerado de mídia do Brasil nos anos 1940-1960, incluindo:

    • Jornais: Diário da NoiteJornal do Commercio (RJ), Diário de São Paulo.

    • Revistas: O Cruzeiro (a mais influente da época), A Cigarra.

    • Rádios e TV: TV Tupi (a primeira do Brasil, falida em 1980).

  • Declínio: Após a morte de Chatô (1968), o grupo entrou em crise financeira e perdeu espaço para a Globo e outros veículos.

2. Última Hora (1951–1971, com tentativas de retorno)

  • Jornal fundado por Samuel Wainer, com apoio de Getúlio Vargas, conhecido por seu tom sensacionalista e político.

  • Fim: Fechado pela ditadura militar em 1971, sob acusação de corrupção. Tentou voltar nos anos 1980, mas sem sucesso.

3. O Estado de S. Paulo (grupo original, antes da cisão)

  • A família Mesquita controlava o Estadão, mas o jornal foi censurado durante a ditadura (1964–1985).

  • Em 2002, parte da família saiu e criou o Jornal da Tarde (encerrado em 2012).

4. Manchete (Bloch Editores – anos 1990)

  • Grupo de Adolpho Bloch incluía:

    • Revistas: Manchete (rival da Veja), Fatos & FotosPlacar.

    • TV: Rede Manchete (1983–1999, falida).

  • Fim: Crise financeira nos anos 1990 levou ao fechamento da TV (1999) e das revistas (2000).

5. A Noite (1911–1957, depois absorvido)

  • Um dos primeiros grandes jornais do Rio de Janeiro, fundado por Irineu Marinho (que depois criou O Globo).

  • Fim: Foi comprado pelos Diários Associados e depois extinto.

6. Correio da Manhã (1901–1974)

  • Jornal importante que apoiou o golpe de 1964, mas depois criticou a ditadura.

  • Fim: Fechado em 1974 por pressão do regime militar.

7. O Jornal (1924–1975, depois vendido)

  • Pertenceu a Paulo Bittencourt e foi um dos principais do Rio.

  • Fim: Vendido para os Diários Associados por pressão política e depois extinto.


8. Tribuna da Imprensa (1949–2013, com interrupções)

  • Fundado por Carlos Lacerda, foi um jornal combativo e essencialmente político-partidário.

  • Fim: Teve várias fases, mas entrou em declínio nos anos 2000 e fechou em 2013.


9. A Luta (1900–1930, extinto)

  • Jornal operário do Rio de Janeiro, ligado a movimentos sociais.

  • Fim: Fechado durante o Estado Novo (1937).


10. Gazeta de Notícias (1875–1942, depois absorvida)

  • Um dos jornais mais importantes do Brasil no século XIX e início do XX.

  • Fim: Entrou em “decadência forçada” e foi comprada pelos Diários Associados.


Poder-se-ia dizer que no caso brasileiro a componente política foi o principal fator de degradação de tais grupos. Sim, foi importante a componente política, mas as causas se estendem também a fatores econômicos e gerenciais. Se utilizarmos o exemplo americano, onde a liberdade de imprensa era, e ainda é, uma pedra fundamental do Estado e praticamente, após a Guerra Civil, nunca houve golpes de estado e demais pertubações políticas como no nosso caso (aliás, financiadas e protagonizadas pelos próprios EUA) também a demolição de verdadeiros monumentos empresariais ocorreu por interferência política e ainda por não acompanhar a evolução tecnológica. Evolução esta que demanda verbas normalmente cedidas pelas agências estatais. Podemos citar os seguintes casos de jornais no século XX, que inclusive ainda temos alguns exemplares :

1. New York Herald Tribune (1966)

Formado pela fusão do New York Herald e do New York Tribune, foi um dos principais jornais dos EUA no início do século XX.

Declinou devido à concorrência com o The New York Times e o New York Post, encerrando suas operações em 1966.

2. Scripps-Howard News Service (transformado)

A E.W. Scripps Company foi um grande grupo de jornais e rádios, mas muitos de seus veículos foram vendidos ou fundidos ao longo do século XX.

Alguns jornais do grupo, como o Rocky Mountain News (fechado em 2009), sobreviveram até o século XXI antes de desaparecer.

3. Knight Ridder (2006)

Um dos maiores conglomerados de jornais dos EUA, dono de The Miami Herald, The Philadelphia Inquirer e San Jose Mercury News.

Foi vendido para a McClatchy Company em 2006, que posteriormente também entrou em falência (2020).

4. International News Service (INS) (1958)

Fundado por William Randolph Hearst, competia com a Associated Press (AP) e United Press (UP).

Fundiu-se com a UP em 1958, formando a United Press International (UPI), que perdeu relevância nas décadas seguintes.

5. Chicago Daily News (1978)

Um dos jornais mais influentes dos EUA, fechou em 1978 devido ao declínio nas vendas.

6. Look Magazine (1971) e Life Magazine (versão original, 1972)

Grandes revistas ilustradas que fecharam devido à queda nas vendas e concorrência com a televisão.

Life foi relançado posteriormente como revista especializada.

7The Saturday Evening Post (original, 1969)

Uma das revistas mais populares dos EUA, entrou em declínio nos anos 1960 e deixou de ser publicada regularmente. Quem nunca viu as ilustrações de Norman Rockwell do início do século? Magistrais

8. Pulitzer Newspapers (vendido em 1995)

Controlava jornais como o St. Louis Post-Dispatch, mas foi vendido para a Lee Enterprises.

Muitos desses grupos desapareceram devido à mudança nos hábitos de consumo, concorrência da TV e, mais tarde, da internet. Alguns títulos foram relançados digitalmente, mas perderam sua influência original. Muitos deles escorregaram na patranha de “Watergate”.


Há ainda a imensa influência das tv´s abertas da segunda metade do no século XX. As Big Three:

  • ABC (American Broadcasting Company) – Hoje pertence à The Walt Disney Company (desde 1996).

  • CBS (Columbia Broadcasting System) – Controlada pela Paramount Global (antiga ViacomCBS).

  • NBC (National Broadcasting Company) – Propriedade da Comcast (via NBCUniversal).

*A  Fox fundada em 1986 por Rupert Murdoch, tornou-se a "quarta rede" nos anos 1990, mas não é tão antiga quanto as "Big Three".

Como pode se ver pelo curto histórico apresentado no Brasil e no EUA (nem quis mostrar o caso do Reino Unido que é dramático), a mudança de fatores políticos, econômicos, sociais e tecnológicos obrigará a uma revisão de políticas públicas relacionadas a utilização dos meios de comunicação.

A atual situação dos principais grupos de media brasileiros já é preocupante. Estão ancorados em interesses econômicos e políticos absolutamente decadentes desconexos com a realidade geo-política e macroeconômica e dependendo de ação de extrema-direita nas redes-sociais, que “travaille pour lui-même”. Esta já não encontra amparo na antiga pax-americana. Globo, Folha e Estadão procuram um discurso tatibitati para fazer oposição a atual evolução do Sul Global, capitaneada pelos BRICS e tendo o Governo Lula, de frente ampla, diga-se de passagem, como ponta-de-lança desta expansão do Sul Global, realidade objetiva inconteste ipso facto.

O último “causo” do jantar com as comitivas presidenciais, onde a episódica manifestação sobre a rede social TikTok , quando a cantilena orquestrada sobre a fala da Primeira-Dama, revelou-nos o real gosto e maneiras da oposição, já atrapalhada com os eventos golpistas e a patética figura do ex-presidente, à la manière et le goût des républiques bananières. Elegante esta mídia...Não? Nem boas maneiras mais...







































































































































































































































































































































































































































segunda-feira, 5 de maio de 2025

Arte e artefato

 Não há mais como tentar esconder o caráter odioso e irresponsável da direita brasileira; direita esta que tolera o discurso de ódio e acaba por apoiar, até mesmo inconscientemente, o que a Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro e a Polícia Federal desbarataram: um ataque a bomba no show da Lady Gaga na praia de Copacabana, onde acorreram milhares de pessoas. Chega-se a falar em dois milhões. A artista completa que é e carismática não poderia deixar de ser diferente. Mas nos atentemos ao fato: -A organização terrorista que, ainda que amadoristicamente, provocaria um número incalculável de mortos e feridos.

A título de quê? De afirmação de uma corrente política, já comprovada nas investigações prévias, que instiga o ódio em jovens despolitizados, na sua maioria filhos de família de classe média. Até onde vai a estupides desta corrente de pensamento? Se é que podemos chamar de pensamento, já não tem limite.

Verdadeiramente não aprendemos com a história. Vemos que a história está repleta de exemplos onde a truculência e ignorância levaram ao desastre. Na Alemanha de 1932, por exemplo, Von Pappen inaugura uma era de entreguismo (naquela época não se falava privatização) entregando aos capitalistas alemães (a maioria judeus diga-se de passagem) na bacia das almas empresas do porte da Ferrovia Deutsche Reichsbahn e dsiderúrgica Vereinigte Stahlwerke, sem falar na proteção escandalosa a Thyssen e na privatização de bancos estatais alemães. Tudo isso apoiado pela Igreja Católica; alias foi o partido desta que dá a maioria para a tomada do poder, já que a extrema direita, ou seja von Pappen, não teria votos para ascender ao poder. Fora a concupiscência dos católicos (e não dos evangélicos como agora) que induziu o povo alemão dar um passo em direção ao abismo. Gerou um Hitler. Seguida à onda dessas privatizações vergonhosas aparecem então as SA, os “Camisas Pardas”, que inspiraram aqui no país os “Camisas Verdes”, apoiados também por parte, não tão pequena, da Igreja Católica. Estudei em colégio católico e bem sei da influência desta ideologia na formação de uma juventude que outrora esticava o braço na saudação “anauê” (que seria “você é meu irmão” em tupi-guarani). A camisa amarela da seleção que vestira os “integralistas hodiernos” em frente aos quartéis foi um mimetismo oportuno mas menos teatral. Os integralistas de então eram também ativos, mas não explodiam bombas nem caminhões nem cartas. Lembro que nas eleições de 1955, Plinio Salgado, o líder dos integralistas, já não tendo mais influência que tivera em 1937, (Getúlio Vargas desmontou aquele ridículo nazifascismo caboclo) angariou mínimos 8,28% dos votos, mas a direita que era representada pelos outros dois candidatos teve maioria. Como não havia eleição em dois turnos Juscelino Kubitschek vence com 35,68% dos votos. Ver quadro abaixo:

Juscelino Kubitschek

PSD-PTB

35,68%

Juarez Távora

UDN-PL

30,27%

Ademar de Barros

PSP

25,77%

Plínio Salgado

PRP

8,28%

Podemos observar que dois terços dos votos foram amealhados pela direita, sendo que a extrema-direita representada por Plinio Salgado, chegara a quase um milhão de votos. “Ganha um doce quem adivinhar qual órgão de imprensa apoiou a direita, e mesmo a extrema-direita”. Segmentos significativos da Igreja Católica naquela época também apoiaram a direita. Se houvesse dois turnos naquela época posso apostar que Ademar de Barros transferiria mais da metade de seus votos para Juscelino Kubitschek. Mas fica visível que a direita conservadora sempre fora ativa e não deixava de usar instrumentos pouco éticos para alcançar o poder. Serve de exemplo o episódio poucos anos antes, ainda com Vargas vivo, da famosa “Carta Brandi”. Risível, torpe, execrável, mas tolerado pela nossa classe média. Esta mesma que hoje abriga os terroristas (o termo é atual) que iriam explodir bombas em meio a multidão que assistia a formidável artista Lady Gaga, pseudônimo da senhora Stefani Joanne Angelina Germanotta, que domina vários estilos musicais, além de excelente pianista.

Neste episódio vimos por um lado a escória da classe média, “rapazes de família”. Por outro a Lady Gaga que representou a arte muito acima da vulgaridade e mesquinhes; não fora atoa que reuniu mais de dois milhões de espectadores.

Dois extremos: de um lado uma minoria doente e furiosa e de outra a terapêutica arte popular.

Em tempo: Plínio Salgado pouco depois das eleições presidenciais de 55, obtivera nas eleições de 1962 para Deputado Federal por São Paulo, mais votos que Ulysses Guimarães e que Mario Covas. Era em São Paulo.

Mas, voltando a fabulosa Lady Gaga, quero reproduzir o que gritava o auditório da Radio Nacional na década de 50, para o artista preferido, juntamente a minha sogra, participante fiel dos programas de César de Alencar e kölnische admiradora da arte popular: “É a maior, é a maior, é a maior”. Nada de agressão, política era política, arte era arte, pura arte. Arte pura.



quarta-feira, 30 de abril de 2025

Tem macuco no embornal

 Hoje pela manhã vi a notícia da invasão das instalações da JBS, gigante mundial da produção de proteína animal, com dezenas de marcas de produtos alimentícios no mundo e de higiene pessoal além de produtos na área de engenharia florestal. Tal invasão, segundo a nota da imprensa, foi perpetrada pela ong GreenPeace. Se realmente foi a financiadora e instrumentadora desse ato, ao que tudo indica, fica desmascarada mais uma vez a “missão” desta ong.

Sinto-me na obrigação de falar sobre este episódio pois estou consciente da importância e da imediata missão de reciclagem dos RSU´s e da pesquisa ecológica, -principalmente na área dos plásticos; estes sim, a resultante do processo de evolução tecnológica que requer a contrapartida urgente de anulação dos seus efeitos nefastos ao equilíbrio trófico do planeta.

Sabemos que a JBS, multinacional brasileira, também está engajada no processo de aperfeiçoamento de sua cadeia produtiva, incluindo aí a proteção ecológica. Em suas políticas globais esta incorpora uma gama de vai além da proteção ecológica, como1:, Cadeia de Fornecimento Livre de Desmatamento, Engajamento com a Comunidade, Diversidade e Inclusão, Meio Ambiente e Biodiversidade, Direitos Humanos, Embalagens e Reciclagem, Compra responsável de Matéria-prima, Saúde e Segurança do Colaborador, Uso da Água e Desperdício de Alimento.Bem-estar Animal

Qual seria então a motivação da ong no vandalismo? Buscar notoriedade? Isso esta já tem em nível mundial. Não seria então. Criticar alguma ação “antiecológica” ? Melhor seria a pregar a abstinência de carne, seria mais honesto. Ao que parece tal organização tem, como parece tal ato de vandalismo, o objetivo de ir além, como já vimos em outras oportunidades. Ocorre que acaba tendo prepostos dentro das organizações governamentais. Nem estou acusando de corrupção ou favorecimentos pessoais, por mais que possa parecer, pois a ignorância e, usando expressão popular bem ao gosto da minha gente mais simples: o espírito de porco. Mas que tal procedimento criminal requer imediata ação do poder público está óbvio. Qual a motivação? Porque esta empresa?

Mas, aproveitando a oportunidade, podemos até lembrar de episódios onde o “espírito”, de proteção, no caso, impediu o progresso sem ter uma contrapartida ecológica:

. A mais recente que é a recalcitrante e estranha não liberação da pesquisa de petróleo na costa do Amapá.

. A exigência da opção “a fio d‘água” da Usina de Belomonte, que não beneficiou ninguém, nem as espécies mencionadas.

. A “proteção das tartarugas” no projeto do Porto de Linhares, que atenuaria sobremaneira a influência do Porto de Tubarão.

Há mais algumas nacionais que me fogem no momento, muito embora conheça bem casos internacionais de ongs de “proteção de meio ambiente” que servem apenas a “desconto de imposto”.

Em suma: Temos que ir fundo na investigação deste caso da JBS, pois há por aqui um velho mote popular que bem expressa o que queremos expor: “ tem macuco no embornal”.

1Fonte: Página da Empresa.

segunda-feira, 28 de abril de 2025

Nêmesis

     A varredura que fiz neste final de semana na mídia dita oficial e na alternativa, de todos os matizes possíveis, varou desde a internação do Jair Bolsonaro até a Guerra da Ucrânia. Procurei não “cobrir” o massacre dos palestinos, pois não teria estômago para tanto. Pois bem, quanto a internação não vou perder tempo, pois sei que já há suficiente racionalidade para se perceber o quanto nos aproximamos do abismo e quanto nos deixamos entorpecer deixando seguir a mais torpe e entreguista mentalidade inaugurada pela quartelada de 1964, evidentemente financiada e apoiada pelo império do norte, que hoje se encolhe na imagem decadente vista por todos quando se preparavam as exéquias do Papa Francisco.


Compostura, respeito e um mínimo de dignidade foi desconsiderada pelo Presidente dos Estados Unidos da América. Pelo outro interlocutor nada de melhor poder-se-ia esperar mesmo.
    O que se perdeu para que se chegasse a este ponto de avacalhação (desculpem-me o termo) fora o capital cultural que a América há tempos amealhava. 

    A tão poderosa indústria cinematográfica, e ainda financiada pelo poder público no que é possível, outrora encantando corações e mentes, já não mais funciona pois fora substituída pelo “mercado”.

    A nêmesis que agora pune a mercantilização extrema de sua cultura, cultura esta que
 aprendi a valorizar junto a tecnologia aplicada nos aviônicos dos Douglas DC-8 da Panair do Brasil, não perdoou a sua vulgarização e a corrupção que alimentava regimes ditatoriais na América Latina principalmente e mundo afora. Ficou o cacoete: Anastas Somoza, Rafael Trujillo, Carlos Castillo Armas, Alfred Strossner, Aramburu, Fulgencio Batista; todos resultados de golpes armados contra governos latino-americanos eleitos. Por pudor ou vergonha não mencionei Castelo Branco, pois este era, se comparado a Medici, até democrata. Mas o “mercado” exagerou quando resolveu apoiar Cao Ki no Vietnã. Parece que agora Zelensky tomou o lugar de Cao Ki. 
    A lição da Praça Maidan não foi aprendida, pois Victoria Nuland era a precursora do castigo chamado Zelensky. Trump que parece só entender de “mercado”, não se importou muito com estas minúcias e práticas do Nêmesis.